09/09/2026
Eu não me sinto vencedora. Eu me sinto representante.
Demorei a publicar estas fotografias.
No dia do Mérito Empresarial, não fiz postagens nem registrei o momento com meu celular. Não por falta de gratidão, mas porque esse reconhecimento me deixou muito pensativa.
Receber, pelo quarto ano, o Mérito Empresarial na categoria Artesanato é uma honra imensa. Mas também me faz olhar para além do meu próprio nome.
Na votação, concorreram artesãos associados à ACIABAC. Porém, Barão de Cocais possui muitos outros talentos que não fazem parte da associação e, por isso, não estavam representados.
E como escolher um único “vencedor” em uma categoria tão diversa?
O artesanato possui muitas técnicas, histórias, matérias-primas e formas de expressão. São mãos que tecem, bordam, costuram, modelam, pintam e transformam. Cada trabalho possui suas próprias nuances e sua identidade.
Por isso, não recebo este prêmio como alguém que está acima dos demais. Recebo como alguém que, naquele momento, ocupou um lugar de representação.
Representação de uma categoria que ainda clama por visibilidade, espaço e reconhecimento como trabalho, cultura, identidade e fonte de renda.
Estas fotografias não mostram apenas uma mulher segurando um troféu. Para mim, elas carregam simbolicamente as mãos de muitos artesãos de Barão de Cocais — inclusive daqueles que nunca estiveram em uma premiação, mas continuam criando todos os dias.
Agradeço à ACIABAC/CDL e a cada pessoa que se lembrou do meu trabalho. Recebo esse carinho com gratidão, responsabilidade e os pés no chão.
O troféu veio para o Luteliê Crochê, mas a reflexão pertence a toda a nossa categoria:
quando um artesão é visto, que essa luz também ajude a iluminar tantos outros.
Porque o artesanato não precisa apenas de vencedores.
Precisa de representantes, oportunidades e reconhecimento para todos. 🧶✨