06/02/2025
🌀 prévia coleção echo 🌀
entre os paradigmas do presente, um mundo hiper conectado e a necessidade de pausas e presença, o objeto emerge nesse equilíbrio e convidam à contemplação.
nossas escolhas e ações não são isoladas, elas criam propagações.
uma expansão que vive na intangibilidade. o agora não é apenas um ponto na linha temporal, mas sim uma somatória de ecos e reverberações do passado e anseios do futuro.
no japonês, エコー vem do inglês echo, mas pode se aplicar em contextos de reverberação, repercussão e eco emocional. assim como a palavra não tem um único equivalente fixo, sua interpretação se torna mais aberta — uma fusão de ideias que nesse caso nos descreve os efeitos buscados no design desses objetos.
para esses momentos propostos de pausa e presença, podemos pensar em pequenos rituais no cotidiano, que se propõem em ter o ponto central na conexão humana, gerando o eco entre os usuários. indo para o mundo figurativo, o eco é um fenômeno intangível, mas sua presença é percebida.
qual seria o melhor ritual de conexão e que proponha uma reflexão de escapismo, harmonia, pausa e ritmo?
a mesa de jantar pode representar o ato de sentar em círculo sem hierarquias, com um tom de ancestralidade. sentar ao redor do fogo para trocas coletivas.
baseado nos princípios abrangentes de filosofias como:
粋 (Iki): Elegância sutil e atemporal.
間 (Ma): O espaço entre as coisas, o respiro necessário.
自然 (Shizen): A conexão com a natureza, traduzida nos materiais e texturas.
エコー (echo/eco) é a pausa entre as notas. o vazio que dá forma ao cheio. a imperfeição que traz beleza ao instante.
a escolha de materiais e formas foi sustentada em uma estrutura tripartida, assim como um acorde musical. a base da mesa, em chapas metálicas autoportantes com efeito martelado, o tampo em madeira em formato orgânico, não necessariamente redondo, mas sem lados definidos e um centro de mesa em metal reflexivo, que remete a uma fogueira quando refletida luz sobre a mesa.
eco não nasce só objeto, nasce do instante. o convite para sentir o tempo, e habitar o presente. um refúgio no cotidiano.