03/04/2026
Hoje o dia amanheceu diferente…
É o seu aniversário.
E eu estou aqui, escrevendo em meio às lágrimas, tentando transformar em palavras tudo aquilo que o coração ainda não aprendeu a aceitar.
O senhor não foi só meu sogro…
Foi um pai pra mim.
Um homem de honra, daqueles raros, que a gente tem orgulho de dizer: eu tive o privilégio de conviver.
Foram 10 anos de aprendizado, de convivência, de histórias que hoje vivem só na memória — mas que nunca vão deixar de existir dentro de mim.
Mesmo com esse seu jeitão bruto, meio “chucro”, sistemático… (e que a gente até br**ca lembrando hoje), o senhor nos ensinou o que realmente importa na vida.
Amor, família, caráter, simplicidade.
Dói tanto lembrar de tudo que o senhor passou…
Foram 2 anos e 4 meses de luta.
Um câncer que levou algo que era parte de quem o senhor era: correr.
Seu maior prazer, sua alegria…
O atleta, cheio de medalhas, troféus, conquistas — mas a maior conquista sempre foi quem o senhor foi como ser humano.
Hoje eu choro…
Choro pelo meu marido, que não tem mais o pai amado ao lado.
Pelos meus filhos, que perderam o vovô Oseias.
E por mim… que além de um sogro, perdeu um pai.
Um pedaço de mim.
O senhor me acolheu tão bem…
Eu ainda tinha só 17 anos, e mesmo assim fui recebida com amor, com cuidado… como parte da família de verdade.
Nos últimos aniversários, eu não tive forças pra escrever.
Mas hoje eu consegui…
Hoje eu precisei.
Ah, como eu queria que o senhor pudesse ler isso…
Queria que soubesse que hoje estamos esperando o Thomas.
Queria tanto que o senhor estivesse aqui…
Queria ir te visitar hoje, levar aquele bolo de 4 leites que o senhor amava…
E ouvir o senhor dizer que “não precisava disso” (mas com aquele sorriso no rosto).
Cantar parabéns como sempre…
Fazer um churrasco, ouvir uma moda de viola, quem sabe até carnear um porco…
Como eu amava esses dias.
Se eu pudesse voltar no tempo…
Eu voltaria.
Voltaria pra quando o senhor ainda estava saudável, correndo, sorrindo, br**cando com as crianças…
Cuidando da chácara com tanto amor, dos bichinhos, pescando… vivendo.
Hoje… cada canto ainda lembra o senhor.
E ainda parece irreal.
É difícil acreditar que há 4 anos o senhor parou de andar…
Continua **