06/08/2013
Pastilha: a pequena notável da decoração
Se a diferença estiver realmente nos detalhes, investir nos “mínimos” pode ser a chave do sucesso. Na decoração de interiores, por exemplo, o revestimento com pastilhas é a prova de como um pequeno objeto pode proporcionar um grande impacto em uma obra ou projeto. Isso mesmo, a união também faz a força e dá status quando o assunto é conjugar o verbo “pastilhar” na arquitetura e decoração.
Uma arte decorativa milenar ligada ao belo e ao harmônico, os mosaicos também podem ser composições resultantes do uso de um mix de pastilhas monocromáticas ou multicoloridas. “Na verdade, as pastilhas começaram a ser usadas como mosaicos, muito na antiguidade, os quais eram ornamentados em templos e lugares de destaque. Hoje, seja em forma de mosaico ou não, elas são utilizadas como um diferencial na decoração”, explica a arquiteta Juliana Slaviero Campos Oliveira. “Inclusive, elas são recomendáveis porque conseguem conciliar beleza, praticidade, resistência e fácil manutenção”, continua.
Tipos e Uso
As pastilhas usadas na decoração em geral podem ser encontradas em diversas cores, formatos e tipos de material. Os mais conhecidos são vidro e porcelana, mas a diversidade de materiais é imensa: mármores, madeiras, madrepérola, conchas, coco natural e alumínio, entre outras, como o mosaico de pedra com pontinhos de cristais Swarovski. São infinitas as possibilidades de acabamento, considerando também as misturas entre eles, como por exemplo, a combinação do vidro com o mármore ou de vidros com texturas diferentes. Todo espaço pode ter um toque especial usando pastilhas, das mais sofisticadas às mais simples. “Cada tipo de pastilha pode ser mais ou menos indicado para um determinado ambiente. Levamos em consideração o uso, onde será aplicada, sob quais efeitos será submetida para, assim, alinhar a funcionalidade ao efeito que o cliente busca visualmente”, explica Carolina Florencio, gerente de uma das lojas Pastilhart, em Curitiba.
Desta forma, é preciso conhecer o produto que será aplicado para evitar manutenções ou pequenos problemas futuros. “Uma pastilha muito porosa, por exemplo, não é indicada para áreas molhadas. Já uma peça mais sensível não deve ser aplicada em um piso onde haverá um tráfego mais pesado”, acrescenta Carolina, reforçando que atualmente ainda existe a possibilidade de fazer um projeto personalizado, funcional e econômico para agradar a todos os gostos e bolsos. Cuidados Algumas pastilhas exigem um cuidado maior, que deve ser iniciado desde a sua colocação. Segundo Carolina, as pastilhas de inox, por exemplo, são sensíveis e precisam ser assentadas com cuidado para não acabar riscando. “Há tipos específicos de argamassas e rejuntes para determinados acabamentos. Uma pastilha mal aplicada, além de correr o risco de ser danificada, provavelmente também perderá a beleza e o efeito esperado”, ressalta.