Alyson Kokubum

Alyson Kokubum 》Arquiteto e designer da empresa CRIA Fabricação e Comércio de Móveis LTDA
》Produzindo mobil

08/08/2026

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08/08/2026

Quando me perguntam por que demora, eu mostro isso aqui.

Só que antes de qualquer torno ligar, essa luminária já existia como ideia. O nome vem da Ponta de Humaitá, lá no Monte Serrat, na península de Itapagipe. Quem é daqui sabe exatamente qual é o farol. A gente pegou aquela silhueta, transformou em desenho, e o desenho virou a peça que você tá vendo nascer aí.

E aí, na hora de fazer, tem uma parte que ninguém vê. A base não vem cortada de fábrica, ela é torneada. F**a rodando no torno até o formato aparecer, e quem tá segurando a ferramenta é quem decide onde a curva começa e onde ela termina. É ali que a silhueta acontece de verdade.
Depois que sai do torno, a gente ainda testa o bocal, peça por peça, pra ver se encaixa do jeito que tem que encaixar.

E a cúpula nem é feita no mesmo lugar. É outro setor, outras mãos. A tela é dobrada, os aros vão sendo soldados um por um, e só depois disso ela vai pra pintura. É essa tela vazada que faz a luz escapar do jeito que a gente queria.
Quando as duas partes se encontram, aí sim vira Humaitá.

Então assim, galera, não é que demora. É que tem um projeto antes e tem gente cuidando de cada etapa depois, e isso aparece na peça quando ela tá lá na sua casa acesa.

Quem faz produto à mão já ouviu “por que demora tanto?” uma cacetada de vezes.

Comenta aqui como você responde essa, que eu quero muito saber.
Tamo junto.

A maioria dos criativos nunca aprendeu a tirar de lá.Você desenha a peça, escolhe o material, briga com o marceneiro, re...
08/08/2026

A maioria dos criativos nunca aprendeu a tirar de lá.

Você desenha a peça, escolhe o material, briga com o marceneiro, refaz o protótipo três vezes e acerta. Aí termina, olha pro produto pronto e pergunta: e agora, como é que eu vendo isso?

Essa pergunta chegou tarde, galera.
Porque na hora que você decidiu aquela curva, aquele material, aquele acabamento que ninguém mais tem paciência de fazer, você já tinha tomado todas as decisões de marketing que importam. Você só não anotou nenhuma.

E aí acontece o que eu vejo todo dia. O cara terceiriza a comunicação ou copia template de guru, e sai um post que podia ser de qualquer marca. Produto autoral e legenda genérica. Aí não vende mesmo.
O produto e o conteúdo que vende o produto saem da mesma fonte: o teu repertório. O que você viu, o que você viveu, o que você recusa fazer, o motivo de ter escolhido aquilo ali e não a opção fácil. É isso que faz a peça ser tua. E é exatamente isso que faz a tua comunicação soar como você.

Marketing não é a etapa depois do projeto. Ele acontece na hora que você desenha.

Se hoje você olha pro teu trabalho e não sabe o que falar dele, calma, não é falta de criatividade. Ninguém te ensinou a ler as tuas próprias decisões, só isso.

Compartilha isso com aquele criativo que faz um trabalho absurdo e trava toda vez que precisa falar dele. Ele tem muito o que contar e ainda não sacou que já tá tudo ali dentro do próprio trabalho.

Tamo junto.

07/08/2026

Esse vídeo era pra morrer na galeria😂😂 mas…
Fim de um dia puxado, eu pulando na frente da câmera tentando achar o carisma que já tinha acabado, pra conseguir gravar 30 segundos de conteúdo.

E aí, quem toca negócio sabe como é. Eu tenho equipe. A CRIA tem time de marketing, tem gente comigo na produção, a gente sempre deu muito valor pra isso.

Só que marca pessoal não dá pra terceirizar, galera. Quem vende é você. Quem aparece é você. Quem toca a operação e ainda tem que estar na frente da câmera é você.

E tem dia que você chega na hora de gravar com a energia no fim.

Aí é pular, fazer careta, dançar sozinho na sala e fingir que tá tudo ótimo. Tudo isso pra sair 30 segundos de vídeo.

Comenta aqui se com você é assim também, que aí eu me sinto menos sozinho nessa.

Tamo junto.

05/08/2026

O diferencial da marca que muito profissional deixa de mostrar e é o que mais vai te gerar resultado.

04/08/2026

Onde o marketing realmente começa?

Tenho pensado muito sobre isso olhando para o que a gente vem fazendo na CRIA.

Hoje existem várias frentes que precisam de atenção: produto, tráfego, vendas, financeiro, conteúdo… Só que, na prática, não dá para olhar para tudo com a mesma força ao mesmo tempo.

E uma percepção que eu tive, a partir do que a gente vem produzindo e do retorno que isso tem gerado, é que o conteúdo acaba sendo o carro-chefe de tudo.

É dele que saem os materiais para o tráfego, a forma de apresentar melhor os produtos, as conversas com os clientes e a confiança que vai sendo construída ao longo do tempo.

E não estou falando apenas do conteúdo da marca.

Também tem a marca pessoal de quem está por trás dela. De quem aparece, compartilha o processo, mostra o olhar, fala sobre as escolhas e ajuda as pessoas a entenderem melhor o que aquela empresa representa.

No caso da CRIA, esse rosto somos nós.

Por isso, tenho sentido que precisamos olhar com mais carinho para essa produção. Tanto para o que a CRIA comunica como marca quanto para a forma como nós, que estamos por trás dela, também geramos conexão, confiança e autoridade.

Não porque exista uma regra dizendo que todo negócio precisa começar assim, mas porque, para a realidade da CRIA hoje, é o conteúdo que vem movimentando e alimentando todas as outras frentes.

Missão cumprida. ✈️☕De volta para casa com a sensação de que cada viagem, cada reunião e cada desafio fazem parte de alg...
01/08/2026

Missão cumprida. ✈️☕

De volta para casa com a sensação de que cada viagem, cada reunião e cada desafio fazem parte de algo muito maior do que vender um produto.

Empreender no mercado criativo é aceitar que nem sempre o caminho será o mais fácil. Existem dias de inspiração e dias de resolver problemas. Dias de criar e dias de apagar incêndios. Mas é justamente isso que separa quem constrói uma trajetória consistente de quem desiste na primeira dificuldade.

No fim das contas, quem está no mercado criativo apenas pelo dinheiro quase sempre perde para quem realmente ama o que faz.

Porque técnica se aprende. Estratégia se ajusta. Processos evoluem.

Mas paixão, propósito e resiliência são vantagens competitivas que não se compram e nem se copiam.

Quando você acredita no que está construindo, o trabalho deixa de ser apenas um meio para ganhar dinheiro. Ele passa a ser uma forma de deixar uma marca no mundo.

E é isso que me faz embarcar mais uma vez sempre que for preciso.

Próxima missão. 🚀

Tendência não é material, não é textura, não é cor do ano. Nunca foi.Tendência é reflexo do comportamento humano, é a tr...
31/07/2026

Tendência não é material, não é textura, não é cor do ano. Nunca foi.

Tendência é reflexo do comportamento humano, é a tradução desse sentimento. Você entra no ambiente e sente alguma coisa antes de reparar em qualquer acabamento.

Saí da CasaCor São Paulo com isso na cabeça, e com uma segunda parada que talvez me renda cancelamento mas eu sei que muita gente pensa da mesma forma: pouco se vê ali a vivência real do brasileiro. Espaço lindo, bem resolvido, e distante da realidade financeira de quase todo mundo que visita.

A pergunta que f**a pra quem projeta: dá pra provocar sensação sem orçamento infinito?

Nos próximos slides, os ambientes que mais me pegaram.

30/07/2026

Todo mundo sai de evento com o caderno cheio e volta pra operação exatamente igual.

Segundo dia aqui no Fórum e eu já tenho uma pilha de anotação. Só que anotação não muda negócio nenhum.

O que eu faço é isso, ó. Pego tudo bruto, do jeito que tá, e jogo dentro do Claude que já conhece a Cria. O produto, o cliente, o problema do mês.

E aí eu não peço resumo. Resumo não serve pra nada.

Eu pergunto uma coisa só: o que disso aqui muda uma decisão minha nos próximos trinta dias?

Ele cruza o que eu ouvi com o que eu vivo. E o que sobra é plano, não é caderno.
Conteúdo você acha em qualquer lugar, galera. Decisão é o que tá faltando.

Tamo junto.

29/07/2026

O lugar mais perigoso pro teu negócio é dentro da tua própria operação.

E tô aqui no Fórum E-commerce Brasil, em São Paulo, e fiquei refletindo numa parada que eu quero dividir com você.

A IA virou meu sócio operacional. Me devolveu uma cacetada de tempo, organizou o que tava bagunçado, tirou peso das minhas costas. Só que tem uma coisa que ela não faz.

Pensa comigo. Quando você pergunta pro Claude, ele responde com o quê? Com o que você já alimentou. Com o teu contexto, com o teu jeito de ver o mercado. Ele organiza o teu mundo, galera. Ele não te tira dele.

E aí você f**a rápido, f**a eficiente, e vai f**ando cego pro que tá acontecendo lá fora sem nem perceber.

As decisões que mais mudaram o rumo da Cria não saíram de dashboard nenhum. Saíram de conversa de corredor. De café com profissionais que já tinham passado pelo problema que eu tava vivendo naquele momento.

Nesses eventos, e em algumas comunidades também, às vezes você encontra alguém que te fala em cinco minutos o que você ia levar seis meses pra descobrir sozinho.

Então assim, sai da operação. Marca um evento no ano, sai da bolha, mesmo que pareça que você não tem tempo. Porque tempo você tem, acredite.

Se você tá no Fórum esses dias, me chama que eu quero trocar ideia.

Tamo junto.

Endereço

Rua Vicente Celestino, 382, Galpão, Marechal Rondon
Salvador, BA
41280000

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