04/05/2026
Carta aberta de uma profissional que também é mãe:
Entre projetos, escolhas e muitos papéis…
Nem sempre consegui estar presente nas datas certas por aqui — e tudo bem. O Dia do Trabalho passou, mas falar sobre trabalho ainda faz muito sentido, principalmente quando penso nas profissões que fazem parte da minha vida.
Ser arquiteta e designer de interiores é muito mais do que desenhar ambientes bonitos. É ouvir histórias, entender rotinas, traduzir sonhos em espaços reais e pensar em cada detalhe para que a casa funcione, acolha e represente quem vive nela.
É um trabalho de criação, responsabilidade, técnica, sensibilidade e muita dedicação.
Mas, chegando perto do Dia das Mães, também penso em uma outra profissão que nem sempre é reconhecida como deveria: ser mãe.
Uma função sem horário fixo, sem pausa definida, sem manual pronto. Um trabalho diário, intenso, silencioso em muitos momentos, mas cheio de amor, entrega e aprendizados.
Hoje, olhando para essas duas partes da minha vida, percebo o quanto elas se misturam: o cuidado, a escuta, a organização, a paciência e o desejo de construir algo melhor todos os dias.
Que a gente consiga valorizar não só o trabalho que é visto, medido e reconhecido, mas também aquele que acontece em silêncio, todos os dias, dentro de casa, nas pequenas renúncias, nas noites mal dormidas, nas preocupações constantes e no cuidado que nunca descansa.
Ser mãe também é trabalho. Um trabalho que exige presença, força, paciência, entrega e amor em uma intensidade que nem sempre é compreendida por quem vê de fora.
E talvez justamente por isso ele precise ser lembrado: porque, muitas vezes, o maior esforço está naquilo que ninguém vê, mas que sustenta tudo.
Com carinho,
Amanda Duran.