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“Você é a minha pessoa de confiança.”Minha filha me disse essa frase e, desde então, ela permanece ecoando em mim.“Eu te...
21/09/2026

“Você é a minha pessoa de confiança.”

Minha filha me disse essa frase e, desde então, ela permanece ecoando em mim.

“Eu te amo” é lindo. É afeto, vínculo, pertencimento…Mas usamos a palavra amor para tantas coisas! Amamos pessoas, lugares, músicas, estudar, praia, brigadeiro.

Confiança é diferente!

Confiança é uma palavra que só existe verdadeiramente dentro de uma relação. Ela não nasce pronta, nem pode ser exigida. É construída devagar, na repetição dos pequenos gestos, quando o outro percebe que pode baixar a guarda porque alguém permanecerá ali.

Confiar é poder dizer “não” sem medo de perder o amor.É demonstrar desconforto sem ser ridicularizado.
É experimentar algo novo sabendo que existe um lugar seguro para onde voltar.

É permitir que alguém se aproxime do nosso corpo, das nossas inseguranças e dos nossos limites porque essa pessoa já nos mostrou, muitas vezes, que saberá cuidar deles.

Talvez por isso essa frase tenha me atravessado tanto!

Ser a pessoa de confiança de uma criança não significa protegê-la de todas as experiências. Significa oferecer segurança suficiente para que ela tenha coragem de vivê-las.

Porque toda experiência exige um pequeno passo em direção ao desconhecido. E uma criança só consegue caminhar quando sabe que não estará sozinha caso o mundo pareça grande demais.

Isso também acontece na alimentação.

Antes de tocar, cheirar, provar ou simplesmente tolerar a presença de algo novo, a criança observa o adulto ao seu lado. Ela precisa saber que poderá recuar. Que seu corpo será respeitado. Que não haverá truques, pressão, vergonha ou decepção.

Quando existe confiança, a experiência deixa de parecer uma ameaça e pode, aos poucos, transformar-se em descoberta.

Por isso, na alimentação, o vínculo não é apenas o cenário onde a aprendizagem acontece. O vínculo é parte da própria aprendizagem!

E talvez uma das maiores conquistas de um pai ou de uma mãe não seja apenas ouvir “eu te amo”, mas perceber que, em meio a tantas experiências que a vida ainda apresentará, seu filho consegue dizer:

“Você é a minha pessoa de confiança.”

20/09/2026

Relacionamento saudável é isso: liberdade de escolha. Você pode escolher ficar comigo ou ir de encontro com Deus. 🗣️

Você sabe mesmo usar Inteligência Artificial ou só aprendeu a escrever prompts?A IA generativa não funciona como uma bib...
19/09/2026

Você sabe mesmo usar Inteligência Artificial ou só aprendeu a escrever prompts?

A IA generativa não funciona como uma biblioteca de respostas prontas. Ela trabalha com padrões, probabilidades, contexto e instruções. E tem um detalhe importante: o sistema que você usa hoje pode não se comportar exatamente da mesma forma daqui a alguns meses.

Modelos são atualizados. Ferramentas mudam. Memória e contexto podem funcionar de formas diferentes. E isso significa que aquele “prompt perfeito” pode simplesmente deixar de entregar o mesmo resultado.

Por isso, aprender IA de verdade é muito mais do que colecionar comandos.

É saber fornecer contexto.
Definir critérios.
Comparar respostas.
Reconhecer desvios.
Reformular instruções.
E, principalmente, saber quando uma resposta precisa ser questionada.

Na terapia alimentar, isso se torna ainda mais importante. Estamos falando de prática clínica, individualidade, raciocínio profissional e decisões que não podem ser terceirizadas para uma ferramenta.

É exatamente essa discussão que vamos aprofundar no workshop IA na Terapia Alimentar.

Sem prompts mágicos.

Com contexto, raciocínio clínico, critérios e limites na prática.

28 de novembro de 2026

Se você ainda está procurando o “prompt perfeito”, talvez esse workshop seja justamente o próximo passo.

O espelho na terapia alimentar não está ali por acaso.Durante a alimentação, muita coisa acontece dentro e ao redor da b...
14/09/2026

O espelho na terapia alimentar não está ali por acaso.

Durante a alimentação, muita coisa acontece dentro e ao redor da boca sem que a criança consiga observar: posição da língua, movimentos dos lábios, mordida, mastigação, expressões faciais e até a própria reação diante de uma textura nova.

Ao oferecer feedback visual, o espelho pode ampliar a consciência corporal e oral e transformar uma experiência abstrata em algo mais concreto.

A criança vê. Compara. Experimenta. Ajusta. Percebe.

Ele também pode favorecer modelagem, imitação e aprendizagem por observação. A criança consegue olhar para o terapeuta, observar o próprio movimento e construir novas referências sobre aquilo que está fazendo.

Mas existe um ponto importante: o objetivo não é usar o espelho para corrigir, vigiar ou pressionar.

Ele é uma ferramenta terapêutica quando ajuda a criança a compreender melhor o próprio corpo, explorar com mais segurança e participar de forma mais ativa da experiência alimentar.

Às vezes, ampliar o repertório começa antes de provar um alimento.

Começa quando a criança consegue entender melhor o que está acontecendo com ela enquanto come.

Comer também é perceber, aprender e se reconhecer.

A parte mais difícil da maternidade atípica talvez comece quando a infância termina.Porque, enquanto são crianças, falam...
13/09/2026

A parte mais difícil da maternidade atípica talvez comece quando a infância termina.

Porque, enquanto são crianças, falamos muito sobre desenvolvimento, terapias, escola, alimentação, comunicação e autonomia.

Mas elas crescem.

E junto com a adolescência chegam perguntas para as quais quase ninguém prepara uma mãe.

Existe um absorvente menos desconfortável para uma menina com hipersensibilidade sensorial?

Como explicar menstruação, TPM e mudanças no próprio corpo?

Como saber quando uma oscilação de humor é esperada para a idade e quando aquele sofrimento precisa de uma avaliação mais cuidadosa?

Como lidar com depilação, sutiã, tecidos, costuras, maquiagem, cabelo e todas as outras experiências corporais que passam a fazer parte do universo adolescente?

E como fazer tudo isso sem tentar transformar aquela menina em uma versão “mais aceitável” socialmente?

Talvez essa seja uma das questões mais difíceis.

Porque a adolescência também traz um mundo social muito mais complexo.

As relações deixam de ser tão explícitas.
As entrelinhas aumentam.
A comparação aparece.
Os grupos ficam mais sofisticados.
Namoros começam.
A internet ganha outro peso.

E aquela ingenuidade que, na infância, poderia parecer apenas uma característica dela passa a exigir de nós uma atenção diferente.

Como ensiná-la a perceber manipulação?

Como falar sobre consentimento?

Como ajudá-la a reconhecer situações de risco sem ensinar que ela deve ter medo do mundo?

Como protegê-la sem aprisioná-la?

E, talvez a pergunta mais difícil de todas:

até onde interferir?

Porque autonomia não significa simplesmente conseguir fazer tudo sozinha.

Autonomia também é conseguir perceber o próprio corpo.
Reconhecer desconfortos.
Tomar decisões.
Pedir ajuda.
Dizer não.
Identificar quem é seguro.
E saber que pode voltar para casa e contar o que aconteceu.

Falamos muito sobre intervenção precoce.

Talvez esteja na hora de falarmos também sobre suporte ao longo da vida.

Porque crianças neurodivergentes crescem.

E a maternidade atípica também precisa aprender a crescer com elas.

Quando pediram que minha filha autista se separasse da família para ter prioridade no restaurante, não estavam apenas se...
12/09/2026

Quando pediram que minha filha autista se separasse da família para ter prioridade no restaurante, não estavam apenas separando lugares. Estavam interferindo na experiência fundamental da comensalidade. 💔 E ainda esperamos 1h27.⏰

Comer vai muito além de nutrir o corpo. É um ato social, de aprendizagem e pertencimento. Para crianças neurodivergentes, a previsibilidade e o ambiente familiar são cruciais para lidar com os estímulos intensos de um restaurante. Separar uma criança da sua família em um momento como esse compromete seu desenvolvimento e comportamento alimentar.

A espera, o cansaço e a sobrecarga sensorial transformam a experiência, podendo fechar a criança para novidades. A família é referência, modelo e parte essencial da rotina social. É essa qualidade de experiência que realmente nutre.

Comensalidade é inclusão. É compartilhar, aprender e pertencer juntos.

Quando alguém pergunta “como era a alimentação nos anos 80?”, a resposta não cabe em uma foto com filtro vintage.Para mu...
10/09/2026

Quando alguém pergunta “como era a alimentação nos anos 80?”, a resposta não cabe em uma foto com filtro vintage.

Para muitas pessoas, essa memória passa pelo arroz com feijão, pelo bolo da avó, pelo refresco, pela merenda e pela comida feita em casa.

Mas o Brasil dos anos 80 também era um país marcado pela fome, pela desnutrição infantil, pela desigualdade e por um acesso muito diferente à comida dependendo da região, da renda e da família.

Também era uma época em que muitas práticas hoje questionadas faziam parte do cotidiano: pressão para “limpar o prato”, culpa para comer, introdução precoce de chás e outros alimentos, além de uma cultura alimentar fortemente atravessada pela publicidade e pela ideia de modernidade associada a produtos industrializados.

A ciência mudou.
As recomendações mudaram.
E a forma de compreender a alimentação infantil também precisa mudar.

Não se trata de julgar quem criou filhos naquela época com o conhecimento disponível.

Trata-se de não romantizar uma década inteira apagando quem viveu a fome, a escassez e a desigualdade.

Porque alimentação também é história, política pública, acesso e direito.

Comer é biológico.
Gostar de comer é relacional.
Ter acesso à comida é um direito.

O cupom já está no ar.Por apenas 24 horas, você pode garantir sua vaga no Workshop Inteligência Artificial na Terapia Al...
10/09/2026

O cupom já está no ar.

Por apenas 24 horas, você pode garantir sua vaga no Workshop Inteligência Artificial na Terapia Alimentar com 40% de desconto.

Use o cupom NOVEDONOVE.

A condição é válida das 18h de 09/09 até as 18h de 10/09.

Se você quer aprender a usar a Inteligência Artificial de forma prática, estratégica e aplicável à Terapia Alimentar, essa é a oportunidade.

Depois das 18h de amanhã, o cupom sai do ar.

Garanta sua vaga enquanto está disponível.

Endereço

Av. Lucio Costa 4700
Barra Da Tijuca, RJ
22621-120

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