02/09/2020
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Enquanto ainda nos despedimos do astro de Pantera Negra, aproveitamos para falar um pouco sobre o urbanismo futurista de Wakanda, uma pequena nação fictícia na África Equatorial, onde se passa o filme.
O filme Pantera Negra exalta Afrofuturismo através da arquitetura e do design, segundo criativos, o filme da Marvel está ajudando a construir uma nova narrativa para a África.
O Afrofuturismo é um conceito que ocorre desde a década de 60 e resgata a história e mitologia africana, e as mistura com tecnologia e ciência, podendo se expressar através da música, literatura, cinema, entre outros.
A narrativa se passa em Wakanda, país que não existe, mas segundo o site da Marvel, é uma pequena nação localizada na África Equatorial. A maior parte do reino foi produzida artificialmente, mas isso não impediu que designers do país achassem que a estética valorizada na obra tenha colocado a África no centro das atenções como força crescente em design, tecnologia e moda.
Ainda que o filme se passe em um cenário criado pelo computador, é possível observar que a arquitetura do reino valoriza o método vernacular. Mesmo tratando-se de prédios futurísticos, muitas fachadas lembram conchas. Além disso, a textura apresentada nos prédios remetem às cúpulas moldadas para drenar água e facilitar a escalação ao topo.
Em entrevista para a Dezeen, Mark Kamau, um designer queniano, disse que é importante criar uma narrativa diferente para África, e é isso que o Afrofuturismo faz. O profissional também afirmou que o design é a ferramenta mais poderosa para transformar o continente.
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📝Evelyn Nogueira para casacor.abril.com.br/arquitetura