22/09/2026
Sempre que um apartamento antigo bem reformado aparece, é comum a conversa rapidamente chegar ao taco, ao pé-direito, às janelas ou à sensação de que aquelas plantas tinham “mais personalidade”. Mas talvez exista uma discussão mais interessante por trás desse desejo.
No mercado de retrofit de São Paulo, já aparece um perfil de comprador que procura justamente uma combinação: características encontradas em edifícios antigos, mas acompanhadas da atualização de infraestrutura e conforto esperada de uma residência contemporânea.
E isso muda a forma de olhar para esses imóveis. Uma planta generosa ou um material original pode ter bastante valor arquitetônico. Mas idade, por si só, não transforma uma construção em bom projeto. Elétrica, hidráulica, impermeabilização, esquadrias, estrutura, acústica e possibilidades reais de alteração também entram nessa conta.
Talvez a melhor reforma não seja aquela que preserva o maior número possível de elementos antigos. É aquela que consegue reconhecer o que ainda tem valor e o que precisa evoluir para que a casa continue fazendo sentido. Essa equação também começa a aparecer no mercado.
Em São Paulo, imóveis retrofitados podem chegar a preços até 35% inferiores aos de unidades recém-construídas, dependendo das características do projeto. Mais do que uma volta ao passado, talvez estejamos vendo uma mudança de olhar sobre aquilo que já existe. Nem tudo precisa começar do zero para responder bem à forma como queremos morar hoje.
Para os arquitetos que acompanham a AH!SIM: quando vocês entram pela primeira vez em um apartamento antigo, o que faz pensar imediatamente “isso precisa ficar”? ReformaResidencial ArquiteturaBrasileira PatrimonioArquitetonico Interiores ProjetosDeExcelência