27/04/2026
Os adornos ganham autonomia.
Não acompanham mais o mobiliário, mas constroem a própria cena.
Livros aparecem com mais força.
Se espalham por diferentes ambientes e, em muitos casos, estruturam composições inteiras, quase como uma biblioteca particular.
A cerâmica segue muito presente, agora com formas mais orgânicas.
O que se reforça é o valor do feito à mão, do gesto do artesão, de peças que não se repetem.
O vidro também se destaca.
Aparece liso, mas nesta edição, os foscos chamaram minha atenção.
As superfícies revelam marcas, pequenas imperfeições que passam a ser identidade.
Há uma mistura mais livre.
Peças que não seguem a mesma linguagem, mas que se conectam pela proporção, pela cor, pela densidade.
Os objetos circulam. Mudam de lugar, de função, de contexto. E talvez o ponto mais interessante esteja aí,
não na peça isolada, mas na relação entre elas.
É dessa observação que nasce a curadoria.
Foi interessante acompanhar como grandes nomes e também designers em ascensão trabalharam esse elemento tão importante na construção de ambientes mais pessoais.
Te espero na Orné para conhecer a seleção que fizemos a partir dessa inspiração de Milão.