09/01/2026
Outro dia reencontrei alguém que tentou me puxar para uma lembrança antiga, daquelas que já não dizem nada. Enquanto ele falava, percebi o vazio de quem permaneceu exatamente no mesmo lugar. Mesmos assuntos, mesma visão estreita, a mesma falta de horizonte de mais quinze anos atrás.
Foi ali que entendi: algumas pessoas não sentem saudade do passado — elas vivem nele. Eu ouvi, sorri com educação e segui. Porque crescer muda a conversa, muda o olhar e muda, principalmente, a direção.
Nem todo reencontro é sobre conexão. Às vezes é só um lembrete silencioso de que evoluir é uma escolha — e nem todos fazem.