27/04/2024
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A imagem de uma bodega no sítio ficou eternizada na lembrança de muita gente que se criou perto de uma ou pelo menos entrou uma única vez.
Em 2007 pai comprou um terreno no Sítio Cunha, zona rural de Sairé e a história desse sítio é bem interessante.
Minha mãe nasceu e se criou no Sítio Jaboticaba, se casou e foi morar no sítio Cunha, onde tinha dois filhos, meus irmãos mais velhos, Mei e Carlinho. Morava ao lado da Venda de Leno e também vizinho a esse sítio.
Mãe todos os dias ia até a cacimba que tinha perto de sua casa pegar água para lavar, fazer comida, usar pra tudo. Passou boa parte da vida fazendo isso, onde criou os dois filhos. Com os filhos já adultos e casados, eu era então a criança da vez e certa vez fomos a venda de leno, pois, mãe sabia que tinha uma plantação de caju nesse sítio que ela pegava água e fomos lá catar caju e tomar cajuína na venda de Leno.
O final da história é que nesse mesmo dia Pai apaixonou e comprou o sítio, o qual minha mãe criou os dois filhos com a ajuda do olho d’Água que lá havia.
Todos os finais de semana da minha infância foi aí, na venda de leno, onde aos sábado f**ava até tarde jogando dominó e sinuca e aos domingos brincando e comprando doces no balcão. Hoje conheço boa parte dos pinguços de lá, sempre que vou lembro de tudo que já fiz naquele sítio.
Eternizei essa lembrança nessa xilo, leno ainda tem a venda, do mesmo jeito e sempre que posso vou lá tomar uma cajuína com salame cortada no balcão.
Sinto muita saudade da minha infância, mesmo não sendo das melhores, mas, sinto que existia mais amor ao redor, mais união, menos ganância, menos desentendimentos, talvez seja porque eu era criança e não entendia, talvez.
Venda de Leno, Sítio Cunha, Sairé -PE
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