21/04/2026
Retrofit como estratégia de Estado.
Requalificar ativos públicos não é apenas uma decisão arquitetônica — é uma operação de eficiência, governança e inteligência territorial.
O projeto propõe a consolidação de múltiplas agências em uma única edificação, reduzindo a dependência de locações, racionalizando custos e ativando um ativo subutilizado em área estratégica da cidade.
A abordagem parte de três eixos integrados: desempenho, flexibilidade e longevidade.
Sistemas construtivos industrializados, soluções de eficiência energética e gestão integrada permitem não apenas reduzir custos operacionais, mas também adaptar o edifício às transformações do trabalho contemporâneo. Layouts modulares e infraestrutura tecnológica atualizada garantem capacidade de reconfiguração contínua, evitando obsolescência precoce.
No nível urbano, a ativação do térreo e a interface com a cidade reforçam o papel do edifício como peça ativa no processo de requalificação do entorno, promovendo uso misto, permanência e vitalidade.
Mais do que retrofit, trata-se de reposicionar o patrimônio público como infraestrutura estratégica — capaz de gerar economia, atrair investimento e qualificar a experiência institucional.
Arquitetura como instrumento de gestão.