20/09/2026
nascer no Sul é ter o horizonte como limite e o vento como conselheiro. não é por acaso que nossa ave-símbolo se chama quero-quero. ela não pede licença; ela anuncia o seu desejo ao mundo.
o quero-quero é o guardião do chão batido. cuida do que é seu com unhas, bicos e esporões. mas, acima de tudo, ele carrega no nome o verbo mais visceral da alma gaúcha: o querer.
querer o infinito do horizonte. querer a força que dobra o minuano. querer muito, querer tudo, sem medo do tamanho do sonho.
esse pássaro não canta para embalar o sono de ninguém; ele grita para despertar o mundo. nos lembra que ser gaúcho é ter essa vontade brava de conquistar o que os olhos alcançam.
quem traz o Sul no peito traz também o grito da sentinela: não aceita pouco, não se contenta com as margens. a gente quer o pampa inteiro. e se o vento soprar contra, a gente voa mais alto.