Monica Raeder Arquitetura e Interiores

Monica Raeder Arquitetura e Interiores Projetos arquitetônicos, design de interiores e consultoria especializada para construtoras.

- 13 anos de experiência profissional na área de construção civil
- Projeto, Compatibilidade de projetos, Orçamentos, Planejamento Financeiro, Fiscalização de obras
- Elaboração de viabilidade construtiva e avaliação de imóveis
- Projetos de paisagismo
- Projetos de design de interiores
- Projetos arquitetônicos residenciais, corporativos e comerciais

22/04/2026

Esse vídeo escancara um problema que vai muito além de um muro de 13 metros.

Ele revela uma falha estrutural na forma como estamos construindo cidades no Brasil.

Porque sim, muitas vezes, a legislação permite.
Mas isso não signif**a que promove qualidade de vida.

Hoje, grande parte dos códigos de obras brasileiros ainda seguem lógicas antigas, baseadas no mínimo necessário para aprovação, não no máximo de bem-estar.

Exemplo?

A própria legislação admite que ambientes tenham ventilação e iluminação mínimas, com aberturas proporcionais ao tamanho do espaço (como 1/8 da área do piso para iluminação)

E mais:
em muitos casos, a ventilação natural pode até ser substituída por sistemas artificiais, desde que “comprovem desempenho similar”

Na prática, isso abre margem para:

• Ambientes com pouca ventilação cruzada
• Casas coladas umas nas outras, sem respiro urbano
• Fachadas cegas que bloqueiam luz natural
• Projetos pensados para caber no lote, não para gerar saúde

E aqui entra um ponto que quase ninguém fala:

O padrão construtivo brasileiro é reativo, não preventivo.

Ele responde à legislação.
Não ao ser humano.

Só que a neurociência já mostrou:
ambientes mal ventilados, sem luz natural e com sensação de confinamento aumentam níveis de estresse, pioram o sono e impactam diretamente a saúde mental.

Ou seja:
não é só sobre estética.
É sobre fisiologia.

Quando você permite um muro de 13 metros…
você não está só dividindo terrenos.

Você está:
• bloqueando ventilação
• comprometendo iluminação
• alterando o microclima
• impactando diretamente a qualidade de vida de quem está ao redor

E o mais crítico?

Tudo isso pode estar dentro da lei.

Por isso, a pergunta que f**a não é jurídica.
É ética.

👉 Que tipo de arquitetura você quer sustentar?
A que cumpre o mínimo… ou a que realmente transforma a forma como as pessoas vivem?

Se você é arquiteto, precisa entender:
projetar dentro da lei não é suficiente.

Projetar com consciência é o que diferencia quem executa… de quem lidera.

Cdt:

18/04/2026

No documentário Tudo é Projeto, Paulo Mendes da Rocha traz uma provocação importante:
no fundo, estamos sempre projetando a mesma casa abrigo, proteção, funcionalidade.

Mas se as necessidades são as mesmas…
por que os impactos são tão diferentes?

A resposta está no que muitos projetos ainda ignoram:

Arquitetura não é só forma.
É experiência.
É fisiologia.
É comportamento.

A neurociência já mostrou que o ambiente construído influencia diretamente:
• níveis de estresse
• qualidade do sono
• produtividade
• bem-estar emocional

Ou seja: duas casas podem cumprir a mesma função…
mas gerar resultados completamente diferentes na vida de quem habita.

E é aqui que entra a arquitetura sustentável de verdade.

Não como estética “verde”.
Mas como estratégia para criar espaços que:
• respeitam o corpo
• respondem ao clima
• melhoram a saúde
• e promovem qualidade de vida real

A boa arquitetura não é só contar a mesma história de um jeito novo.
É mudar o impacto dessa história na vida das pessoas.

E talvez a pergunta que fique seja outra:

Você está projetando apenas para atender necessidades…
ou para transformar a forma como alguém vive?

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10/04/2026

Você já imaginou uma placa dizendo: “não bloqueie a luz natural”?

No Reino Unido, isso existe.
E não é detalhe, é regulação.

A luz natural não é só conforto.
Ela impacta diretamente:

• saúde física e mental
• qualidade do sono
• produtividade
• bem-estar no dia a dia

Agora me diz…
se a luz natural é tão essencial, por que ainda tratamos isso como algo “opcional” no projeto?

Quantas vezes ela é sacrif**ada por estética, metragem ou decisões mal resolvidas?

Arquitetura sustentável não começa na tecnologia.
Começa no básico bem feito.

👉 orientação solar
👉 aberturas bem posicionadas
👉 profundidade dos ambientes
👉 controle de sombreamento

Isso não encarece o projeto.
Isso qualif**a o espaço.

E é esse tipo de decisão que separa um projeto comum
de um projeto que realmente impacta a vida de quem usa.

Se você quer projetar com mais clareza, segurança e argumento técnico, você precisa dominar o essencial.

Comenta aqui:
👉 Você já deixou a luz natural de lado em algum projeto?

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07/04/2026

Não é sobre escolher entre o antigo ou o novo.
É sobre integrar inteligência técnica para preservar o que já faz sentido.

No Japão, casas com telhado de palha altamente vulneráveis ao fogo são protegidas por um sistema estratégico de jatos d’água.
Ou seja:
👉 mantém-se a cultura,
👉 reduz-se o risco,
👉 e o projeto continua viável ao longo do tempo.

Isso é sustentabilidade de verdade.

Não é estética.
Não é tendência.
É decisão consciente baseada em contexto, uso e permanência.

E aqui entra um ponto importante para nós, arquitetos:

Quantas vezes você já descartou uma solução tradicional
porque parecia “ultrapassada”…
sem avaliar o potencial de adaptação?

Sustentabilidade não é copiar soluções internacionais.
Mas também não é ignorar o que elas podem nos ensinar.

É saber traduzir. Adaptar. Aplicar com critério.

Se você quer projetar com mais segurança, coerência e argumento técnico, você precisa ir além do discurso.

Em breve, vou abrir um conteúdo que pode mudar a forma como você enxerga sustentabilidade na prática.

Comenta aqui:
👉 Você acredita que tradição e tecnologia podem (e devem) coexistir no mesmo projeto?

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