11/05/2026
Neste Dia das Mães, mais do que uma homenagem… eu quero trazer uma reflexão. 💛
Como mãe.
Como mulher.
Como profissional.
Durante muito tempo, eu acreditei que ser forte era dar conta de tudo.
Cuidar.
Resolver.
Antecipar.
Sustentar.
Agradar.
Ser “boazinha”.
Talvez você conheça esse lugar.
Eu conheço profundamente.
Por anos, viver assim me afastou de mim mesma.
A busca por reconhecimento, a dificuldade de colocar limites, o excesso de responsabilidade e a necessidade de provar valor me levaram à exaustão.
Hoje eu entendo com clareza:
**Muitas mulheres não adoecem por falta de força.
Adoecem porque aprenderam a se abandonar.**
E isso aparece em casa.
No trabalho.
Na maternidade.
Nos relacionamentos.
Como engenheira e especialista em comportamento humano no contexto do trabalho, eu vejo isso também nos riscos psicossociais:
sobrecarga, falta de reconhecimento, pressão constante e ambientes que normalizam o adoecimento.
Mas essa reflexão vai além do ambiente externo.
Minha maior virada aconteceu quando percebi algo difícil… e libertador:
**Eu não era responsável por tudo o que vivi.
Mas era responsável por como escolheria viver dali em diante.**
Comecei a reconhecer meu valor sem depender exclusivamente da validação externa.
A acolher minha vulnerabilidade.
A aceitar meus erros e acertos.
A me reposicionar como mulher, mãe e profissional.
E a maternidade me mostrou algo profundo:
Nossos filhos, muitas vezes, revelam padrões que ainda precisamos olhar com mais consciência.
Não para culpa.
Mas para transformação.
Porque filhos observam menos o que dizemos…
e aprendem mais com o que sustentamos.
As mulheres criam vidas.
Criam estruturas.
Criam futuros.
Mas nenhuma mulher deveria precisar se destruir para provar seu valor.
Se queremos uma sociedade mais humana e saudável, precisamos parar de romantizar a sobrecarga feminina e fortalecer consciência, limites e posicionamento.
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Em que momento você percebeu que precisava começar a se escolher?