01/09/2026
Nas últimas semanas eu tenho repetido essa frase com frequência. A cada dia mais "casas de vó" têm surgido nas redes sociais, projetos que remetem à uma linguagem mais tradicional, com mais "cara de casa".
Mas como tudo nessa vida, isso também precisa ser medido e dosado. Entendido, esmiuçado, investigado. Afinal, não é todo mundo que se encaixa nesse novo "padrão".
Em geral, essa busca por algo que faça mais sentido, por uma arquitetura mais rica em detalhes, em cores e formas me agrada muito. Não é de hoje que a arquitetura moderna perdeu a mão em muitos (ou, na grande maioria) dos projetos que vemos por aí. É só analisar quantas fachadas praticamente iguais encontramos em um mesmo bairro.
Não podemos cometer o mesmo erro agora. Precisamos transformar o processo de projeto em uma autodescoberta. Afinal, se bem feito, esse processo criativo vai te levar mais "para dentro de ti mesmo" e te faze descobrir e entender nuances nunca antes percebidas por você.
É assim que se faz um projeto. Não com fórmulas prontas, estilos definidos, plantas genéricas que denunciam a ausência de harmonia, proporção e geometria. Não com um apelo excessivo à funcionalidade. Não com o uso apenas racionalizado dos recursos construtivos.
Aonde os detalhes te tocam é que me faz entender o que é importante de verdade para ti.
É assim que vamos fazer Neuroarquitetura. É assim que vamos fazer arquitetura. É assim que a arquitetura transcende a moda e permanece.
Se ressoou dentro de ti, vamos conversar 🤍