De ressignificar e dar vida a resíduos, especialmente os têxteis já que trabalha com maxi crochê em materiais como o fio de malha. Sheyla Azevedo nasceu em Campina Grande (PB), mas ainda muito pequena veio para o Rio Grande do Norte. É jornalista, cronista e autora do Ensaio Biográfico Um Anjo Feito Sereno, sobre o pintor e escritor Newton Navarro, lançado em dezembro de 2013. Trabalha com Comunic
ação, já foi repórter do Diário de Natal, assessora de imprensa política, chefe de reportagem do Novo Jornal, editora da Revista de Moda Pose - Anuário da Moda Potiguar, trabalhou em TV, é cronista desde 1999, em jornais como Diário de Natal e Novo Jornal (atualmente escreve às terças-feiras) e adora gatos. A mim, técnica que ajuda a compreender o que está por trás das palavras. Estou falando de José Saramago, de quem tenho alguns livros na prateleira e quase nada de paciência para ir até o fim, confesso. Ler em voz alta aquelas longas frases sem ponto, somente vírgulas, ou não sei se é o contrário, somente vírgulas e sem pontos, me ajuda a encadear as ideias na cabeça. Ele é e sempre será um grande escritor. Livros são meros objetos de uma decoração insípida quando empilhados em algum canto da parede das salas e escritórios. Achei um misto de aberração e graça quando vi, certa vez, numa revista a seção que mostra casas decoradas, uma estante com os livros dispostos em cores, num degradée de bom gosto e total ausência de compreensão de que os livros se amontoam na estante, após lidos, após manuseados, numa ordem que vai do gosto de cada um dos seus possuidores, mas que prescinde desse ordenamento de cores. No máximo por tema, por autor, gênero literário. Mas, enfim, cada um colore a literatura como pode, né? Eu gosto de ler em voz alta, para compreender melhor e ajudar minha voz interna que, diga-se de passagem, numa digressão momentaneamente narcísica é muito mais bonita do que a voz que eu ouço em gravações. Mas, isso não tem importância alguma, porque eu vou usar minha voz (incluindo que vocês ouvem) para gravar trechos de livros que eu tenho em casa e que não seguem qualquer arco-íris de cor nas prateleiras da estante. Ainda estou aprendendo a manusear o podcast (uma traquitana tecnológica da qual estou me habituando ainda). Decidi fazer isso por duas razões: leio para mim e leio para quem quiser ouvir. É isso. E vamos às leituras. Sim, vou incluir Saramago nelas... um dia. Nesse espaço também vou botar minhas digressões sobre a vida, os textos que produzo no meu blog, as opiniões sobre temas diversos, as músicas e artistas que me encantam, os desenhos dos outros e os meus, se um dia eu voltar a desenhar, claro. Enfim, é isso e um pouco mais, à medida em que eu for tendo tempo para atualizar e definir (detesto definições) o que afinal de contas eu quero da vida, e de vocês.