14/03/2026
Passei os últimos dias em São Paulo visitando a DW e a Expo Revestir, observando materiais, cores e movimentos que estão aparecendo na arquitetura.
Uma coisa que sempre gosto de lembrar é que tendências na arquitetura não surgem do nada.
Elas vão se construindo ao longo de anos.
Antes mesmo da pandemia, por exemplo, o Salone del Mobile de Milão já mostrava portas revestidas em pedra, mármore e porcelanato, trazendo os materiais naturais para o protagonismo do mobiliário. De lá para cá, esse movimento só foi se fortalecendo.
Na feira desse ano ficou muito claro esse aprofundamento:
muita presença de pedra, textura, superfícies táteis e materiais que lembram a natureza.
Na paleta de cores também aparece um equilíbrio interessante:
• bases neutras, como bege e tons naturais
• verdes bem presentes
• vinhos profundos, como marsala e bordeaux
• e alguns contrastes suaves, com tons mais delicados como azul claro, rosa e amarelo suave
Mais do que uma estética, eu vejo isso como um reflexo do nosso tempo.
Vivemos cada vez mais conectados, mais digitais, mais acelerados.
E talvez por isso exista uma busca tão forte por materiais que tragam peso, textura e presença natural aos espaços.
Uma arquitetura que quase “aterra” a gente.
Que faz a gente sentir o espaço, não apenas olhar para ele.
Separei aqui alguns registros do que mais me chamou atenção nesses dias de feira e tem muito mais coisas que gostaria de pontuar… ao longo dessa semana, vou postando por aqui!
Comenta aqui o que você achou? Concorda também que estamos em um momento de retorno as nossas origens?