01/11/2017
A Primeira Arquitetura
Quando pensamos em arquitetura o que nos vem à cabeça? Um edifício comercial feito para investimento, um escritório ou consultório bem estruturado, um ambiente personalizado ou a casa dos sonhos. Independentemente do que se concretiza no seu pensamento em forma de resultado final de arquitetura, o processo se inicia sempre da mesma maneira, com a preocupação e a devida análise do local que se situa, ou seja, o terreno cru, onde tudo é imaginado e sonhado mesmo antes do primeiro traço no papel.
Chamamos isso de Primeira Arquitetura, o primeiro contato entre o que se tem (terreno) e aquilo que se deseja (edificação). Desta forma, o estudo do terreno e de suas peculiaridades em relação ao projeto, nada mais é do que a primeira etapa de criação. Sendo assim, é de acordo com essas análises que levaremos em conta todas as individualidades do projeto, tornando da Primeira Arquitetura, além de uma complexa observação do terreno e seu entorno, a etapa mais primordial para se obter um resultado final igual ao que se imaginou no início dessa leitura.
Vale ressaltar que dentro da arquitetura não existe um terreno bom ou ruim. O que temos são terrenos com poucas condicionantes, geralmente amplos, espaçosos e com pouco desnível, permitindo assim ao projetista uma liberdade muito maior perante seus traços na hora da criação da edificação almejada. Assim como também possuímos os terrenos com muitas condicionantes, que variam entre dimensões muito esbeltas, uma grande variação na nivelação do solo, raríssima incidência solar ou excesso da mesma. Além é claro, de todos os efeitos positivos ou negativos que o entorno pode proporcionar em qualquer um dos casos.
É função e dever do arquiteto elaborar uma análise minuciosa do terreno, para que possam ser tomadas as decisões mais corretas na hora de se projetar, e consequentemente, alcançar o resultado final com a melhor performance arquitetônica sobre os fatores de impacto, funcionalidade e custos. Se você almeja um resultado final de qualidade, busque sempre por um profissional especializado.
Texto da coluna de sexta-feira (29) no jornal A Madrugada.