30/04/2026
Eu escolhi trabalhar com a resina…
mas antes disso, ela me escolheu.
Primeiro no brilho nos olhos que a arte me trouxe.
Depois na possibilidade de f**ar com meu filho e ainda trabalhar.
E assim, sem perceber, eu comecei a contar histórias.
Em presentes, em nascimentos, em cantinhos da casa que ganhavam um toque de arte.
Até que…
as flores me encontraram.
Eu lembro de maio, um ano atrás.
As primeiras noivas confiaram em mim… e eu? morrendo de medo.
Porque não é “só um buquê”.
É um dia inteiro carregado ali.
Mas mesmo com medo, eu fui.
Entreguei pra Deus e segui, pedindo pra que fossem as mãos dEle guiando as minhas.
No meio disso, teve umidade que não ajudava,
te**es que não davam certo,
e aquela vontade constante de inventar coisa nova…
porque eu nunca fui de f**ar só no básico.
E aos poucos… a vida foi mudando.
Em agosto, eu parei.
Olhei pra mim.
Pra Tami mulher.
Praquela que vai, mesmo insegura.
Porque foi assim que eu aprendi: é no movimento que a vida acontece.
E em setembro… virou.
Muitas noivas chegaram.
O ateliê ganhou espaço.
E a vida virou essa loucura linda de todos os dias:
chega buquê, separa flores, hidrata, prensa, sílica, produção, personaliza, lixa, pole, fotografa, embala…
e ainda atende, cria, organiza, resolve.
Tudo isso… em período parcial.
Às vezes eu até esqueço como era antes.
Mas quer saber?
Que bom que eu disse sim.
Que bom que eu tive coragem, mesmo com medo.
E que privilégio conhecer essa versão minha.
Porque no fim… não é só sobre flores.
É sobre histórias.
E sobre a minha também. 🤍