10/10/2026
O Amazonas registrou um aumento de 282% nos focos de calor, na comparação com o mesmo período do ano passado. Segundo dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), as ocorrências passaram de 624 para 2.384.
Na sexta-feira (9), a Defesa Civil de Manaus classificou a qualidade do ar como péssima após registrar concentração de 196,4 microgramas por metro cúbico de partículas finas (PM2,5). O índice ultrapassou o limite de 160 microgramas utilizado na aferição mais grave de poluição atmosférica. Na noite anterior, a concentração havia alcançado 200 microgramas por metro cúbico.
A Prefeitura de Manaus suspendeu as aulas da rede municipal e o atendimento presencial em repartições administrativas. Servidores foram direcionados ao trabalho remoto, enquanto serviços essenciais, incluindo as Unidades Básicas de Saúde (UBSs), continuaram funcionando.
A Universidade Federal do Amazonas (Ufam), a Universidade do Estado do Amazonas (UEA) e o Instituto Federal do Amazonas (Ifam) também interromperam atividades presenciais. A suspensão começou na quinta-feira (8) em instituições de ensino superior e foi mantida na sexta-feira diante da persistência da fumaça.
Dados do Ministério Público de Contas do Amazonas, com base no monitoramento do Inpe, mostram que o estado registrou 644 focos de calor nos primeiros sete dias do mês, contra 277 no mesmo intervalo de 2025. O crescimento foi de 132,5%.
No acumulado de janeiro a 7 de outubro, o Amazonas contabilizou 6.901 focos, diante de 3.559 no período equivalente do ano anterior. A alta chegou a 93,9%, segundo a série de referência utilizada pelo Inpe.