21/07/2026
✨ Alguns projetos começam com um briefing. Outros começam muitos anos antes.
Conheci essa família há quase seis anos, quando projetei a casa da avó da Ivy. Desde então, acompanhei diferentes fases da vida deles e, agora, tive a alegria de desenhar o quarto da caçula. Existe algo muito bonito quando uma família continua escolhendo você para fazer parte dos seus novos capítulos. Para mim, essa confiança é um dos maiores reconhecimentos que um projeto pode receber.
Durante as nossas conversas, surgiu uma referência muito especial: Harry Potter. ⚡
Na mesma hora, senti que esse projeto também encontrava um pedaço da minha história. Foi através desses livros que nasceu o meu amor pela leitura. Passei boa parte da infância imaginando castelos, corredores secretos e cartas que talvez nunca chegassem. Anos depois, percebi que aquela menina, que vivia mergulhada na imaginação, hoje desenha lugares onde outras infâncias também vão acontecer.
Mas a intenção nunca foi criar um quarto temático.
O que eu quis trazer para esse espaço foi a sensação que essa história desperta: encantamento, curiosidade, aconchego e liberdade para imaginar. Porque, para mim, arquitetura não é reproduzir referências. É traduzir memórias, afetos e histórias em lugares que façam sentido para quem vai viver ali. 🤍
Talvez seja por isso que eu ame tanto essa profissão. Cada projeto me permite entrar na vida de uma família com respeito, escutar quem ela é e transformar tudo isso em um espaço que, daqui a alguns anos, também fará parte das lembranças de alguém.
E, sinceramente, acho que esse sempre será o tipo de magia em que mais vou acreditar. ✨