08/09/2025
Carlo Acutis sempre foi um cidadão do Céu. Já nesta vida, queria-o muito, ansiava por ele!
Seu contato com tudo quanto era livro de espiritualidade, vida dos santos, revelações privadas, tinha como motor um desejo de vida eterna.
Quando lia sobre os milagres eucarísticos, por exemplo, era para aumentar seu fervor na participação da Santa Missa — à qual assistia todos os dias.
Quando lia relatos extraordinários sobre o Purgatório, era para rezar mais pelas almas e empenhar-se no combate aos próprios vícios — dos quais, ele mesmo dizia, a gula e a preguiça eram os principais.
Quando lia sobre as mais diversas devoções que lhe oferecia o tesouro de dois mil anos da Igreja — a devoção ao Sagrado Coração e à Divina Misericórdia, por exemplo, ou as aparições de Lourdes e Fátima —, era para crescer cada vez mais em amor a Jesus e Maria.
Justamente porque tinha os olhos voltados para o alto, era visível em Carlo uma conformidade profunda com a vontade de Deus. Um colega de escola que passou anos ao seu lado conta:
“Um aspecto dele que me tocou muito era que, além de uma fé que vi em poucos, tinha um senso de satisfação e de felicidade por cada momento da vida, fosse feliz ou triste: sempre encontrei em seu rosto um sorriso sem limites”.
Numa sociedade que se preocupa continuamente com o número crescente de suicídios entre seus jovens, não deixa de ser significativa essa característica de Carlo.
Seu segredo, porém, não pode ser buscado neste mundo. Esse “senso de satisfação” que brilhava em seu rosto é um dom que recebem todos os que amam a Deus: para estes, de fato, tudo concorre para o bem.
Aceitando das mãos divinas, com igual disposição, tanto os bens quanto os males, os santos estão sempre felizes não por um otimismo banal, mas porque querem o que Deus quer.
Era este o segredo do Beato Carlo Acutis, que será canonizado neste domingo, dia 7 de setembro.