20/12/2021
Ontem tivemos uma confraternização em comemoração ao dia da doula promovido pela . E estar entre essas mulheres, em um momento de diversão (muitas vezes são momentos de luta por direitos) me fez lembrar o motivo de desde o nascimento da Sophia eu mergulhar na mudança através da maternidade. Num espaço como esse, cheio de mulheres conscientes do sistema em que estão inseridas, a cada mãe com cria que vai chegando, sem perceber, mesmo que não nos conheçamos, a gente vai gravando quem é filho de quem, e a gente vai sentindo segurança pra se divertir, a gente sabe que batata frita vai ser compartilhada, o suco, a água, a atenção. As crianças se agrupam, e sem ninguém combinar nada, há revezamento, um tal de "vai lá que agora eu fico". Se uma criança pede a mãe/pai, a gente leva. Se chora, a gente acolhe. A gente oferece o nosso colo pro bebê da colega que dormiu pra ela poder ir dançar. O desenho e joguinhos no celular é compartilhado, mesmo com risco iminente dele cair na piscina. Por falar em piscina, se a gente não entra, a cria vai com o adulto que foi, e de repente essa tia vira melhor amiga da filha (né ?).
Estar entre mães e suas crias, dá força pra lutar todo dia por um mundo mais acolhedor para as infâncias, mesmo que no dia a dia, olhem torto pra gente, dizendo que desse jeito nossos filhos vão dar na nossa cara, simplesmente pq os respeitamos!
Por causa da pandemia, fiquei muito tempo sem participar desses encontros maternos, sem roda de conversa, oficinas, etc. Nos reunimos virtualmente, mas ontem, senti esse gostinho de novo!
Eu não sei vocês, mas quando eu estou entre mães, eu estou em casa!