Léo Bosso Connecting food and culture
More than 10 years cooking around the world
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24/04/2026

Um prato que vai muito além da comida.

O vídeo do Boodle Fight viralizou porque quebra qualquer padrão da cozinha:
sem prato, sem talher, sem individualidade. Comer com as mãos, dividir o espaço e transformar o jantar em experiência coletiva.

E por trás disso, tem técnica.

Arroz jasmine como base neutra.
Bicol Express trazendo gordura, picância e umami (barriga suína, leite de coco, pasta de camarão e molho de peixe).
Camarão com cabeça e casca porque dá mais mais sabor.
Lula grelhada, ovo no shoyu, rolinho primavera com sweet chilli, e frescor dos vegetais equilibrando textura.

Os molhos fazem o ajuste sensorial:
shoyu + limão e vinagre com alho e pimenta que traz a acidez pra cortar e limpar o paladar.

E no final, frutas frescas pra fechar o ciclo.

Não é só sobre o que você come.
É sobre como você se conecta com a comida e as pessoas ao redor.

O que te chamou mais a atenção desse prato?
Qual vocês acham que poderia ser a próxima experiencia?

02/03/2026

Originário da região do Magrebe, o cuscuz é mais do que um acompanhamento: é um prato ancestral tradicionalmente preparado para reunir pessoas. Desde a mesa familiar até às celebrações, sobretudo às sextas-feiras em muitos lares do Norte da África. Ao longo de séculos, atravessou rotas de comércio e migração pelo Mediterrâneo e se tornou símbolo de hospitalidade, partilha e identidade. Hoje, trago essa referência para a minha cozinha: técnica, perfume de especiarias e frescor. Um prato simples, mas carregado de história.
Aí vai a receita:

Ingredientes

Para hidratar
• 2 copos americanos de cuscuz marroquino
• 2 copos americanos de caldo de legumes bem quente (aprox. 380 a 400 ml)
• 1 a 2 colheres (sopa) de azeite
• 1 colher (chá) de cúrcuma
• 1 colher (chá) de páprica defumada
• Sal e pimenta-do-reino a gosto

Para saltear
• 1 pimentão amarelo em cubinhos
• 1 pimentão vermelho em cubinhos
• 1 cenoura grande em cubinhos (ou brunoise)
• Azeite, sal e pimenta a gosto

Finalização
• 2 pepinos japonês em cubos
• Hortelã e salsinha (picadas a gosto)
• Raspas de limão siciliano
• Azeite para finalizar

E aí, você já experimentou esse prato?

Nairóbi me lembrou, com simplicidade sobre o por que que eu escolhi cozinhar: para estar à mesa com pessoas reais, em lu...
27/02/2026

Nairóbi me lembrou, com simplicidade sobre o por que que eu escolhi cozinhar: para estar à mesa com pessoas reais, em lugares reais, vivendo o que a comida tem de mais humano. É o jeito que um povo se reconhece, se conecta e acolhe quem chega com respeito.

Quando estive no Quênia, compartilhar refeições com amigos não foi apenas “provar pratos típicos”. Foi aprender sobre o ritmo local de bairros ultra populosos, sentir o calor da brasa no nyama choma, que é o churrasco local, a base firme do ugali, que é um tipo de polenta de milho branco, o frescor do kachumbari, que é um tipo de vinagrete. Um equilíbrio simples, sem excessos e, ao mesmo tempo, cheio de história.

A cada garfada, uma confirmação: comida é território, memória e presença.

Sempre agradecido ao brother do Quênia .djmelvin 🙏

Eu sigo acreditando nisso: a mesa como encontro de culturas. E, entre o fogo e a memória, eu vou colecionando capítulos do mundo que viram repertório.

Qual foi a refeição que mais te conectou com um lugar?

25/02/2026

Quando bate vontade de sabores do Oriente Médio e a cozinha pede praticidade: sai um lahmacun improvisado feito com
É simples, rápido e resolve! Sabe aquele tipo de receita simples pra reproduzir em casa?

Para a carne:
Carne moída
Alho
Cebola picada
Salsinha
Hortelã
Pimenta síria
Azeite e sal

É só espalhar a carne no Rap 10, e colocar no forno até dourar e ficar crocante!

Para o acompanhamento:
Tomate Julienne
Cebola roxa
Limão
Salsinha
Azeite e sal

Você já ouviu falar de lahmacun?

A mesa como encontro de culturasA mesa nunca foi apenas onde se come.Para mim, ela é onde as culturas se reconhecem.Ao l...
11/02/2026

A mesa como encontro de culturas

A mesa nunca foi apenas onde se come.
Para mim, ela é onde as culturas se reconhecem.

Ao longo dos anos, em diferentes países, cozinhas e contextos, pude ver a mesma cena se repetir: pessoas distintas, histórias distintas, e um prato no centro criando uma conexão em comum. Às vezes é um jantar simples. Às vezes é um banquete. Mas o efeito é o mesmo: quando o alimento chega, a distância diminui.

Na prática, “a mesa como encontro de culturas” significa:
• Escuta antes de servir: entender quem está ali, de onde vem, o que carrega.
• Hospitalidade como técnica: acolher é um gesto profissional, não um improviso.
• Comida como linguagem: mesmo sem palavras, a cozinha comunica cuidado, respeito e identidade.
• Memória em movimento: cada refeição é uma forma de preservar histórias e criar novas.
• Conexão real: a mesa desacelera o mundo e devolve presença.

Eu acredito que o fogo transforma ingredientes.
E a mesa transforma pessoas.

É por isso que meu trabalho vai além de receita. Eu busco criar experiências onde o sabor conduz a conversa, a cultura vira ponte, e a memória encontra lugar.

E pra você? Qual foi a última refeição que te fez sentir parte de algo?

Essa experiência de voluntariado na Holanda só foi possível graças ao  , plataforma que conecta viajantes a projetos e c...
31/01/2026

Essa experiência de voluntariado na Holanda só foi possível graças ao , plataforma que conecta viajantes a projetos e comunidades ao redor do mundo por meio de trocas culturais e colaborativas.

Foi nesse contexto que vivi um período de aprendizado profundo na comunidade Stadsnomaden (Cidade Nômade). Um lugar onde a cozinha deixou de ser apenas um espaço de produção e passou a ser um território de convivência, escuta e construção coletiva.

Em um ambiente marcado pela simplicidade e pelo improviso, cozinhar exigia atenção ao entorno, flexibilidade e presença. Aprendi que técnica importa, mas só ganha sentido quando está a serviço das pessoas e do momento compartilhado. E quantos momentos memoráveis.

Coordenar o preparo das refeições, dividir o fogo e sentar à mesa com a comunidade reforçou algo essencial na minha trajetória como cozinheiro: a cozinha acontece de verdade quando existe tempo, intenção e abertura para o outro. Nenhuma estrutura sofisticada substitui isso.

Essa vivência reafirmou minha visão da cozinha como prática social e cultural. Um gesto capaz de criar pertencimento, fortalecer relações e transformar espaços simples em lugares de troca genuína.

Mais do que uma experiência de voluntariado, foi um aprendizado silencioso, daqueles que continuam ecoando, dentro e fora da cozinha.

Você já tinha ouvido falar sobre esse tipo de experiência?

30/01/2026

Nem todo aprendizado acontece dentro de uma cozinha formal.

Amigos ao redor de uma mesa simples, cercada pela natureza, quando o tempo desacelera e as pessoas se permitem estar presentes, distantes de seus celulares.

Esse jantar não foi apenas sobre comida.
Foi sobre partilha, escuta e conexão humana.
Sobre cozinhar para uma comunidade e entender, na prática, como a simplicidade pode ser profunda.

Em breve, vou compartilhar mais sobre essa experiência que vivi na Holanda e sobre o que ela me ensinou além das técnicas. Foi simplesmente inesquecível! Aguardem…
❤️

21/01/2026

Doce, salgado, ácido e crocante em equilíbrio.

Figos maduros, gorgonzola intenso, nozes tostadas, mel e um toque de creme balsâmico.
Cada elemento tem sua função, cada contraste constrói o sabor.

Uma salada que não é acompanhamento, é conversa entre ingredientes.

No post anterior, falei sobre aprendizado na França. Aqui, ele ganha forma nos pratos.Quando cheguei ao Plateau de Glièr...
15/01/2026

No post anterior, falei sobre aprendizado na França.
Aqui, ele ganha forma nos pratos.

Quando cheguei ao Plateau de Glières, eu não falava nem compreendia francês.
Dentro da cozinha, tudo acontecia em francês: comandos, técnicas, ritmo e cultura.
Apenas uma pessoa compreendia um pouco de inglês. Todo o resto exigia atenção, escuta e humildade.

Nos primeiros dias, aprendi observando.
Depois, repetindo.
Em pouco tempo, os nomes dos cortes, das técnicas e dos ingredientes já faziam parte do meu vocabulário diário.

O desafio foi grande, mas a generosidade dos chefs franceses foi maior.
Com paciência e rigor, ensinaram muito além da técnica: ensinaram linguagem, precisão e respeito ao produto.

Cada prato deste carrossel carrega esse processo.
Não apenas execução, mas adaptação, troca e crescimento real dentro de uma cozinha francesa em altitude.

Aprender, às vezes, começa sem entender uma palavra, mas termina falando a mesma língua.

Vamos aos nomes pratos:

1. Carré de cordeiro no ponto perfeito com purê de batatas

2. Paleta de cordeiro confitada com mel e especiarias tostadas, croquete (cromesquis) de batata com queijo Beaufort

3. Peito de pata assado, “domo” cremoso de couve e beterraba crapaudine em crosta de sal

4. Ovo perfeito orgânico, com abóbora (potimarron) e creme de castanha

5. Ópera de foie gras e chutney de maçã Granny Smith

6. Omble chevalier levemente selado, purê de couve-flor defumada e molho de café

7. Crumble de escargot, ris (timo) de vitela à avelã e espuma de leite de amêndoas

8. Tartiflette com queijo reblochon

9. Bisteca de vitela com molho de cogumelo morrilles

10. Truta salmonada frita

11. Degustação de queijos da região de Savoir

12. Snickers reinterpretado do Plateau des Glières

13. Charuto de chocolate com aromas defumados e sorvete de baunilha

14. Tartelette de mirtilo

E aí, do que você gostou mais?

Endereço

São Caetano Do Sul, SP

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