10/03/2026
Todos os anos, no dia 8 de março, vemos uma enxurrada de homenagens para as mulheres.
Homenagens de universo pessoal (mães, irmãs, esposas e filhas) e homenagens direcionadas a figuras públicas.
Fortes e guerreiras são adjetivos frequentes nesses textos.
Homenagens válidas. Mas o que acontece nos outros dias do ano?
A realidade é que falar sobre mulheres incomoda! Incomoda a homens e mulheres. Essa constatação não é um “achismo”.
Senti na pele nos últimos 3 anos, desde que decidi escrever uma dissertação de mestrado sobre a representatividade de mulheres na minha profissão.
Precisei estudar muito para entender o papel social designado à mulheres, construções culturais, filosofias feministas, as várias fases do feminismo. Foram muitas aulas, leituras, artigos e discussões.
Apesar disso, seja na mesa do almoço com amigos, seja nas salas de aula, os olhos se reviram diante de DADOS. Pesquisas, IBGE, artigos, estudos científicos e levantamentos não são suficientes para quebrar a barreira de negações que esse tema levanta. As conversas são infrutíferas com aqueles que não querem enxergar.
Então, nessa semana,o que tenho vontade de pedir, para aqueles que se fecham ao ouvir a palavra FEMINISMO é: Ouçam! Vejam!
Ouçam pessoas que vocês confiam e que se dedicam à leitura e entendimento de mulheres, não se atenham ao superficial e a narrativas mais “fáceis”.
Não é uma disputa de força. Ouçam!
Nas imagens: Algumas das profissionais, livros, leituras e fotos de trabalhos que fizeram parte do repertório adquirido ao longo dessa rica jornada que contou com a generosidade de muitas mulheres.