13/10/2025
Todo buraco tem uma mola no fundo
Todo buraco que caímos tem uma mola no fundo — que, mais cedo ou mais tarde, nos impulsiona para sermos melhores.
Em 2023, uma cliente muito querida me contou que faria o projeto da sua nova clínica com um escritório especializado em arquitetura para a área da saúde — e não comigo. Fiquei chateada, claro. Mas entendi que ela estava fazendo uma escolha correta. E hoje reconheço: foi uma escolha sábia.
Depois desse baque, comecei a observar o cenário. Pesquisei quais eram os escritórios que estavam desenvolvendo projetos de clínicas em São Paulo. Percebi que, de modo geral, os clientes — principalmente médicos — seguiam dois caminhos:
ou buscavam um escritório de arquitetura de interiores de renome, com forte presença no Instagram, em busca de prestígio;
ou optavam por um escritório especializado em arquitetura hospitalar, priorizando a excelência técnica.
Com isso, percebi algo importante: a primeira opção geralmente entregava uma estética impecável, mas nem sempre tinha domínio das exigências técnicas da área da saúde. Já a segunda garantia a precisão técnica, mas, muitas vezes, carecia da sensibilidade estética e da elegância nos interiores.
E foi aí que pensei:
por que não unir o melhor dos dois mundos?
Decidi me especializar. Me matriculei na pós-graduação em Arquitetura Hospitalar da Faculdade Israelita de Ciências da Saúde Albert Einstein — e que jornada transformadora foi essa.
Aprendi que quem projeta um hospital pode projetar qualquer coisa, tamanha a complexidade envolvida. O hospital é um organismo vivo, em constante transformação, acompanhando as mudanças do comportamento humano, da ciência e da tecnologia.