14/01/2025
Devido à conservação do patrimônio histórico de Serro, em Minas Gerais, todo o acervo urbano-paisagístico do município passou a ser protegido pelo Iphan, com o tombamento, em 1938. O acervo de arquitetura colonial do município caracteriza-se pela homogeneidade do conjunto, assegurada pela fidelidade a determinados partidos próprios da região, e a ênfase ornamental conferida à ornamentação interna dos templos, sobretudo à pintura em perspectiva dos forros.
São significativos para a história da arte e da arquitetura brasileira os diversos monumentos da cidade, como a Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição, a Igreja de Nossa Senhora do Carmo, a Igreja de Bom Jesus de Matozinhos e a Casa dos Ottoni - Museu Regional. A cidade conserva um traçado básico que remonta, presumivelmente, à metade do século XVIII, quando a então Vila do Príncipe se encontrava urbanisticamente definida, com seus aglomerados de casas ocupando um espaço acidentado entre as margens dos ribeirões auríferos e as encostas de pequenos morros.
A construção de vários templos ricamente ornamentados e de imponentes sobrados residenciais, no decorrer do século XVIII, assinalam sua fase de preponderância econômica e social. Entretanto, ao iniciar-se a Era Republicana, vários fatores, dentre eles o isolamento da cidade em relação aos novos centros de maior progresso do Estado, acentuariam a estagnação social e econômica do Serro, cuja imagem urbana e arquitetônica chegaria até nosso dias quase intacta em relação à fisionomia característica dos séculos XVIII e XIX, documentando de modo expressivo o apogeu de seu passado, e as linhas marcantes da arte e arquitetura do período colonial.