22/03/2026
Às vezes dá vontade de sair do roteiro da arquitetura…
Pra falar de cidade.
De memória.
De como tudo isso afeta, silenciosamente, a nossa vida.
Porque urbanismo não é só política.
É sobre o ser humano.
Sobre o que a gente vive… e o que a gente perde.
O Clube Náutico, aqui em Volta Redonda, está sendo fechado.
Quando a CSN foi privatizada, não foi só a usina que foi vendida.
Veio junto um pedaço enorme da cidade.
Clubes, casas, terrenos, prédios…
Um patrimônio que nunca deveria ter saído do coletivo.
E que, lá atrás, poderia — e deveria — ter sido destinado à cidade.
Mas não foi.
Hoje, o que a gente vê?
Imóveis fechados.
Espaços vazios.
Lugares que poderiam estar cheios de vida… deteriorando.
Enquanto isso, seguimos convivendo com impactos ambientais sérios —
como as montanhas de escória às margens do rio.
E aí eu te pergunto:
se não há uso, se há dano… por que não devolver à cidade?
No fim, a gente não está falando só de imóveis.
Estamos falando de memória.
De pertencimento.
De cidade viva.
E, aos poucos… isso tudo vai se perdendo.