03/07/2025
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A França deu um passo ousado e inédito!
O Senado francês aprovou um projeto de lei que mira diretamente no coração do . A medida, que já movimenta o setor global, é uma resposta firme à crescente crise ambiental causada por roupas baratas, descartáveis e altamente poluentes.
A legislação cria um sistema de pontuação ecológica que avaliará produtos têxteis com base em emissões de carbono, uso de recursos naturais, reciclabilidade e até etiquetas com alertas sobre os danos ambientais das peças. Marcas com baixo desempenho ambiental serão penalizadas com taxas de até € 5 por item em 2025, subindo para € 10 até 2030 — limitadas a 50% do valor de varejo.
Mais do que taxar, o projeto proíbe a publicidade de marcas de ultra fast fashion e prevê sanções a influenciadores que promovem esse tipo de consumo nas redes. É um recado direto a plataformas como Shein e Temu, que inundam o mercado francês com produtos de baixa durabilidade.
A proposta protege marcas locais e direciona os valores arrecadados para iniciativas ecológicas, como reciclagem e reuso têxtil.
Segundo a Agência Francesa para a Transição Ecológica (), cerca de 48 peças por pessoa são colocadas à venda por ano na França, enquanto 35 são descartadas a cada segundo!
A ministra Agnès Pannier-Runacher () afirmou: “É um passo importante contra os impactos econômicos e ambientais do fast fashion e um forte sinal para empresas e consumidores.” Estaríamos entrando em uma nova era da moda — com mais qualidade, consciência e responsabilidade socioambiental?
Vale ressaltar que o problema não é quem compra roupa barata por necessidade, mas quem consome sem pensar, por impulso ou status.
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