07/09/2026
Partilhamos um excerto da nossa conversa com César Pereira, cesteiro da Chamboeira, que começou a aprender esta arte aos 12 anos, com Laura Paulino, a “avó Laura”, uma das grandes referências da cestaria no concelho de Loures.
Foi também com ela que aprendeu as primeiras noções sobre o cultivo do vime. Aos 12, 13 anos, começou a plantar junto a uma ribeira em Bucelas. Nesse primeiro verão, as plantas cresceram e pareciam prometer uma boa colheita. Mas, em setembro, o rio secou e o vime morreu. Foi, como o próprio César diz, a sua “primeira grande aprendizagem”: para produzir vime, era preciso encontrar água que não desaparecesse.
Desde então, continuou a aperfeiçoar as suas plantações e, com o tempo, procurou profissionalizar a produção e criar as condições necessárias para ter matéria-prima própria. Hoje, cultiva diferentes variedades de vime, com cores e características distintas, e conta com sistemas de rega nas plantações afastadas dos cursos de água.
Neste vídeo, mostra-nos uma dessas plantações e explica porque é tão importante para si produzir o próprio vime — um passo essencial para ganhar autonomia enquanto cesteiro e continuar a fazer crescer o seu trabalho. Um percurso que passou também pela criação da sua própria marca, Cesart.
👉 Conhece a história de César Pereira no nosso site. O link está na bio.