Anantique Studio

Anantique Studio Interior Design I Ajudamos a criar interiores conscientes que inspiram o mundo de cada um.

[ Coerência e equilíbrio ]Nesta zona de estar, o desafio passou por criar uma linguagem visual coerente sem competir com...
28/05/2026

[ Coerência e equilíbrio ]

Nesta zona de estar, o desafio passou por criar uma linguagem visual coerente sem competir com a parede em travertino já existente — um elemento forte, naturalmente protagonista.

O ferro preto foi o fio condutor: nasce na porta em perfil metálico, prolonga-se pela coluna revestida da estante e repete-se no móvel TV desenhado à medida. Uma continuidade subtil que traz estrutura ao espaço e evita ruído visual.

As peças orgânicas, as texturas naturais e os apontamentos gráficos surgem depois para suavizar a composição e trazer calor à sala.

No final, mais do que acrescentar elementos, tratou-se de criar relação entre eles.

Desliza até ao fim para ver o antes.

[ Da série até aos 50 - o fio invisível entre escolhas ]Continuando o meu percurso, houve uma fase da vida profundamente...
26/05/2026

[ Da série até aos 50 - o fio invisível entre escolhas ]

Continuando o meu percurso, houve uma fase da vida profundamente marcada pelas ciências farmacêuticas. Adorei o curso e descobri uma enorme curiosidade pelas plantas medicinais e pelas terapias complementares. Essa curiosidade levou-me a ganhar um prémio num concurso académico e mais tarde a fazer Erasmus em Madrid, onde me dediquei à etnobotânica.

Mas a vida acabou por me levar por outro caminho. Surgiu uma proposta de trabalho irrecusável e comecei num pequeno laboratório de produtos farmacêuticos. Rapidamente percebi que, apesar de gostar da componente técnica, não me via fechada num laboratório — nem numa farmácia. Precisava de movimento, de poder circular, dias diferentes uns dos outros.

E foi assim, devagarinho, que comecei a sentir que talvez o marketing me assentasse bem: um lugar onde podia juntar conhecimento técnico, estratégia, movimento e alguma criatividade.

Entre uma empresa outra e outra, passaram-se mais de 20 anos no marketing farmacêutico. E hoje, quando olho para trás, consigo ver melhor o fio invisível entre escolhas. O interesse pelas plantas e pelo bem-estar, que começou nas pessoas, acabou por se estender aos espaços. Juntaram-se a criatividade, a comunicação e o marketing — uma área essencial para dar identidade e vida a qualquer negócio. Talvez nada estivesse assim tão separado como parecia.

[ Uma sala que flui ]Continuando a revelar este projeto, a zona de estar surge como um espaço pensado para desacelerar.O...
25/05/2026

[ Uma sala que flui ]

Continuando a revelar este projeto, a zona de estar surge como um espaço pensado para desacelerar.

Os tons suaves e as texturas naturais criam uma atmosfera serena, enquanto o sofá acompanha os diferentes momentos da casa: ora voltado para a televisão e o convívio, ora abrindo-se para a zona de refeições, onde nasce um canto perfeito para ler ou simplesmente abrandar.

O verde da planta interrompe os neutros — quase como uma pincelada viva no meio da composição.

[ Da Série - “Até aos 50” - Entre letras, ciências e arte ]Cresci entre letras, ciências e arte. Uma mãe ligada às letra...
24/05/2026

[ Da Série - “Até aos 50” - Entre letras, ciências e arte ]

Cresci entre letras, ciências e arte.
Uma mãe ligada às letras.
Um pai de ciências com olhar artístico.
Uma irmã que escolheu arquitetura antes de qualquer lógica aparente.

E eu, talvez no meio disto tudo. Mais intuitiva para as letras, mas profundamente curiosa pelas ciências.
Naquela altura, uma área criativa não me parecia uma opção, por isso escolhi Ciências Farmacêuticas.

Hoje vejo que essa mistura sempre esteve presente.
A vontade de compreender as pessoas, os ambientes e a forma como tudo se relaciona e influencia o que sentimos.

No fundo, talvez o meu caminho sempre tenha vivido algures entre a sensibilidade das letras, a lógica das ciências e o lado emocional da arte.

[ Hall de entrada ]Entre-abrir uma casa é também revelar, aos poucos, a forma como ela é vivida.Na entrada, procurámos c...
23/05/2026

[ Hall de entrada ]

Entre-abrir uma casa é também revelar, aos poucos, a forma como ela é vivida.

Na entrada, procurámos criar um equilíbrio entre funcionalidade e serenidade visual. O armário fechado permite acomodar os casacos e manter tudo resguardado do olhar quando se chega a casa, enquanto a gaveta suspensa recebe os pequenos objetos do dia a dia e o pouf acrescenta apoio e conforto.

O grande pote étnico antigo assume-se como peça de alma — imperfeito, vivido e cheio de presença — trazendo textura e autenticidade ao espaço. Os materiais naturais e os tons suaves prolongam-se em harmonia com a sala, ligada através das portas de vidro, criando continuidade entre os ambientes sem perder leveza.

[ Entre-abrir ]Casas também se contam aos poucos. Este é apenas o primeiro olhar de um projeto que vou revelar espaço a ...
21/05/2026

[ Entre-abrir ]

Casas também se contam aos poucos.
Este é apenas o primeiro olhar de um projeto que vou revelar espaço a espaço.

[ Da série “Até aos 50” - Yoga ]Há encontros que ficam connosco para sempre.Estávamos em 1993, tinha 17 anos, quando tiv...
20/05/2026

[ Da série “Até aos 50” - Yoga ]

Há encontros que ficam connosco para sempre.

Estávamos em 1993, tinha 17 anos, quando tive o meu primeiro contacto com o Yoga. Com esta prática vieram também a meditação e a Ayurveda (medicina tradicional indiana), porque sempre tive uma curiosidade enorme por tudo o que me ajuda a sentir mais equilíbrio e presença.

Nunca foi um caminho contínuo ou perfeito. Houve fases mais presentes, outras mais distantes. Mas, de alguma forma, estas práticas foram sempre reaparecendo na minha vida ao longo dos anos.

A Ayurveda acabou até por me levar, mais tarde, à Índia — uma viagem que queria fazer há muito tempo e que teve um significado muito especial para mim. Falarei sobre isso noutro dia.

Hoje olho para trás e percebo como certas descobertas nos acompanham silenciosamente durante a vida inteira. E ainda mais bonito é pensar que a minha querida amiga, de infância, com quem dei os primeiros passos nesta prática é hoje minha professora 🤍

[ Brincar às casinhas ]Foi nesta casa onde cresci que comecei a brincar “às casinhas”.Num pequeno anexo ao lado da garag...
16/05/2026

[ Brincar às casinhas ]

Foi nesta casa onde cresci que comecei a brincar “às casinhas”.

Num pequeno anexo ao lado da garagem, cada uma das vizinhas tinha a sua “casa” imaginária e passávamos horas a inventar espaços e pequenos mundos.

Mais tarde comecei a mudar o meu quarto, tornando-o cada vez mais meu.
Sem perceber que, no fundo, já andava à procura daquilo que um espaço nos pode fazer sentir.

[ O invisível de um projeto de interiores ]Entre escolhas, tecidos, dúvidas, luzes, timings e detalhes, há uma parte inv...
15/05/2026

[ O invisível de um projeto de interiores ]

Entre escolhas, tecidos, dúvidas, luzes, timings e detalhes, há uma parte invisível em cada projeto: a relação de confiança que se cria ao longo do processo.

Esta sessão fotográfica marcou o fim de um projeto muito especial. E receber estas palavras lembrou-me daquilo que mais valorizo no meu trabalho — criar espaços que façam sentido para quem os vive, sem impor, sem excessos, sem perder identidade.

Mais do que decorar uma casa, interessa-me perceber como cada pessoa quer sentir o seu espaço.

Porque as casas mais bonitas não são necessariamente as mais perfeitas. São as que nos fazem sentir bem.

[ Até aos 50 ]Há idades que nos fazem olhar para trás.  Não por nostalgia — mas para perceber melhor o caminho.No final ...
14/05/2026

[ Até aos 50 ]

Há idades que nos fazem olhar para trás.
Não por nostalgia — mas para perceber melhor o caminho.

No final de junho faço 50 anos.
Até lá, apetece-me partilhar algumas etapas, mudanças, memórias e escolhas que foram moldando quem sou… e inevitavelmente também a forma como vejo os espaços, a estética e a forma como vivemos.

Nem sempre serão posts sobre interiores.
Mas serão sempre posts sobre olhar, identidade, sensibilidade e transformação.
Porque aquilo que construímos por dentro acaba também por se refletir na forma como habitamos o mundo.

Por isso, nos próximos tempos vou deixar entrar um pouco mais de mim neste espaço ✨

[ Casas vividas ]Nem sempre mostro muito de mim por aqui.Mas a verdade é que o meu trabalho nasce muito da observação: d...
10/05/2026

[ Casas vividas ]

Nem sempre mostro muito de mim por aqui.

Mas a verdade é que o meu trabalho nasce muito da observação: das casas, das pessoas, da forma como vivem e do que precisam ou querem sentir.

Gosto de espaços com livros abertos, luz suave e objetos com história.
Espaços que não parecem perfeitos — mas vividos.

Talvez seja por isso continuo tão apaixonada pelo design de interiores: porque acredito que uma casa deve refletir quem a vive, e não aquilo que é tendência.

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