Anantique Studio

Anantique Studio Interior Design I Ajudamos a criar interiores conscientes que inspiram o mundo de cada um.

[ Escritório pensado para dois ]Com o trabalho híbrido a fazer parte da rotina, este escritório foi pensado para respond...
19/06/2026

[ Escritório pensado para dois ]

Com o trabalho híbrido a fazer parte da rotina, este escritório foi pensado para responder às necessidades de duas pessoas que passam muitas horas a trabalhar em casa.

Cada um tem a sua própria secretária, criando uma organização mais fluida e permitindo que o espaço seja partilhado sem comprometer o conforto e a concentração.

A estante, desenhada à medida, combina arrumação e exposição. Os livros convivem com objetos pessoais e peças de coleção, tornando o ambiente mais vivido e menos utilitário. Os nichos revestidos a madeira introduzem profundidade e ritmo, quebrando a linearidade das prateleiras brancas e acrescentando uma dimensão mais acolhedora e decorativa.

Porque um escritório em casa pode ser funcional, sem abdicar da personalidade e do prazer de estar.

[ Da Série “Até aos 50” - 40 anos, um casamento e uma boa história ]Nem todos os aniversários trazem apenas um bolo e um...
14/06/2026

[ Da Série “Até aos 50” - 40 anos, um casamento e uma boa história ]

Nem todos os aniversários trazem apenas um bolo e umas velas. Os meus 40 vieram com um vestido de noiva, um casamento e uma história improvável que tinha começado exatamente um ano antes, numa reunião sobre… antibióticos. 🤭

Na altura, o objetivo era simplesmente conhecer melhor aquele mercado para um projeto da empresa onde trabalhava. Se alguém me dissesse que daquela reunião sairia o homem com quem iria casar um ano depois, provavelmente tinha-me rido e continuado a tirar apontamentos.

Mas a vida tem destas ironias. Às vezes, muda-nos o rumo quando estamos ocupados com coisas completamente diferentes.

Olho para esta fotografia — uma noiva a apagar as velas dos 40 — e vejo muito mais do que uma dupla celebração. Vejo a confirmação de que alguns dos momentos mais importantes da nossa vida não se planeiam. Acontecem.

E foi assim que entrei nos 40: a celebrar um novo ciclo, com a pessoa que a vida colocou no meu caminho, quando eu menos esperava.

[ Mais espaço, sem ganhar espaço ]Há transformações que acontecem em metros. Outras acontecem na perceção.Neste WC socia...
13/06/2026

[ Mais espaço, sem ganhar espaço ]

Há transformações que acontecem em metros. Outras acontecem na perceção.

Neste WC social, a remoção da base de d***e permitiu que o balcão em madeira se prolongasse por toda a parede e que o espelho acompanhasse essa continuidade. O espaço não aumentou, mas ganhou amplitude.

A jarra de grande dimensão, as flores secas e as fibras naturais não são as protagonistas desta intervenção. São o detalhe que acrescenta calor e personalidade a uma base pensada para ser serena e intemporal.

Porque, no design de interiores, a sensação de amplitude nasce muitas vezes daquilo que escolhemos retirar e da forma como deixamos o espaço fluir. O espaço é o mesmo. A experiência de quem o vive é que se transforma.

[ Da Série “Até aos 50” -  Tanto mundo ]Viajar sempre foi uma das formas que encontrei de conhecer o mundo, mas também d...
07/06/2026

[ Da Série “Até aos 50” - Tanto mundo ]

Viajar sempre foi uma das formas que encontrei de conhecer o mundo, mas também de me conhecer a mim.

Durante muitos anos, a máquina fotográf**a acompanhava-me para todo o lado. Adorava viajar de Reflex ao ombro, parar onde ninguém parava, esperar pela luz certa, procurar uma composição diferente. Guardo fotografias de que gosto muito, não apenas pela imagem em si, mas por tudo aquilo que me fazem recordar.

Entre os 30 e os 40 anos viajei muito. Com pouco dinheiro fazia muito: mochila às costas, hostels, refeições simples e uma enorme vontade de descobrir. Na altura não pensava nisso como um luxo, era apenas a forma possível de chegar a tantos sítios. Hoje percebo como foi uma década de uma enorme riqueza.

Com filhos pequenos, viajar da mesma forma tornou-se mais difícil e a Reflex f**a agora em casa. Há fases da vida em que mudamos o ritmo, mas não perdemos os sonhos.

Sei que voltarei a esse prazer de caminhar sem pressa e fotografar o que me chama a atenção. E quem sabe, daqui a uns anos, não serão eles a acompanhar-me, cada um com a sua máquina, à procura da próxima fotografia que um dia nos fará viajar outra vez.

[ O valor do que já existe ]Mudar de casa não signif**a começar do zero.Nesta zona de jantar, a mesa, as cadeiras, o apa...
04/06/2026

[ O valor do que já existe ]

Mudar de casa não signif**a começar do zero.
Nesta zona de jantar, a mesa, as cadeiras, o aparador e o candeeiro suspenso vieram da casa anterior dos proprietários. Peças que já faziam parte do seu dia a dia e que fazia sentido continuar nesta nova etapa.

O projeto procurou integrá-las de forma harmoniosa no novo espaço, complementando-as com elementos que acrescentam conforto e textura, como o tapete em sisal e o candeeiro de mesa.

Porque uma casa ganha signif**ado quando transporta consigo memórias, histórias e objetos que continuam a fazer sentido ao longo do tempo.

Nem sempre é preciso substituir. Muitas vezes, basta reenquadrar.

[ Da Série - “ Até aos 50” - Viajar sozinha começou a fazer sentido ]Até 2011, viajar sozinha parecia-me uma ideia estra...
01/06/2026

[ Da Série - “ Até aos 50” - Viajar sozinha começou a fazer sentido ]

Até 2011, viajar sozinha parecia-me uma ideia estranha. Mas, por esta altura, começou a fazer cada vez mais sentido. A Índia, uma viagem há muito sonhada, seria o destino.

Talvez por precisar de uma âncora para esta aventura, resgatei um interesse antigo: a Ayurveda, de que falei num post anterior. Inscrevi-me num mini-curso sobre medicina tradicional indiana e parti de mochila às costas.

Antes disso, decidi aprender o básico de fotografia para levar comigo uma máquina reflex. E que companhia ela viria a ser.

Viajar sozinha foi uma descoberta. Deu-me liberdade para seguir o meu ritmo, observar com mais atenção e abrir espaço ao inesperado. Ainda hoje li uma frase da que resume bem essa experiência: “Viajar sozinha tem algo de muito especial. Obriga-nos a escutar mais, a observar mais, a sentir mais e a estarmos mais presentes, connosco e com quem nos cruzamos.” É exatamente isso.

[ Da série até aos 50 - Tudo pode recomeçar ]Em 2010, sentia que precisava de uma grande mudança, pessoal e profissional...
30/05/2026

[ Da série até aos 50 - Tudo pode recomeçar ]

Em 2010, sentia que precisava de uma grande mudança, pessoal e profissional. Quando surgiu a oportunidade de aceitar uma posição numa empresa em Lisboa, não hesitei: mudei tudo.

Já a viver em Lisboa, descobri o Artelier, um atelier de restauro onde passava um final de tarde por semana a aprender técnicas de restauro de madeira. Foi aí que aprendi a olhar para o mobiliário de forma diferente.

Passei a comprar pequenas peças em segunda mão — e até a resgatar algumas encontradas na rua — para lhes dar uma nova vida.

Esta foi a primeira peça que restaurei. Encontrei apenas o tampo, com uma folha de madeira que me conquistou de imediato. Mandei fazer os pés em ferro e transformou-se nesta mesa de apoio.

Foram tempos de descoberta e aprendizagem. Mais do que restaurar móveis, aprendi a ver potencial onde muitos viam apenas algo gasto ou sem valor. E esse olhar acompanha-me até hoje.

[ Coerência e equilíbrio ]Nesta zona de estar, o desafio passou por criar uma linguagem visual coerente sem competir com...
28/05/2026

[ Coerência e equilíbrio ]

Nesta zona de estar, o desafio passou por criar uma linguagem visual coerente sem competir com a parede em travertino já existente — um elemento forte, naturalmente protagonista.

O ferro preto foi o fio condutor: nasce na porta em perfil metálico, prolonga-se pela coluna revestida da estante e repete-se no móvel TV desenhado à medida. Uma continuidade subtil que traz estrutura ao espaço e evita ruído visual.

As peças orgânicas, as texturas naturais e os apontamentos gráficos surgem depois para suavizar a composição e trazer calor à sala.

No final, mais do que acrescentar elementos, tratou-se de criar relação entre eles.

Desliza até ao fim para ver o antes.

[ Da série até aos 50 - o fio invisível entre escolhas ]Continuando o meu percurso, houve uma fase da vida profundamente...
26/05/2026

[ Da série até aos 50 - o fio invisível entre escolhas ]

Continuando o meu percurso, houve uma fase da vida profundamente marcada pelas ciências farmacêuticas. Adorei o curso e descobri uma enorme curiosidade pelas plantas medicinais e pelas terapias complementares. Essa curiosidade levou-me a ganhar um prémio num concurso académico e mais tarde a fazer Erasmus em Madrid, onde me dediquei à etnobotânica.

Mas a vida acabou por me levar por outro caminho. Surgiu uma proposta de trabalho irrecusável e comecei num pequeno laboratório de produtos farmacêuticos. Rapidamente percebi que, apesar de gostar da componente técnica, não me via fechada num laboratório — nem numa farmácia. Precisava de movimento, de poder circular, dias diferentes uns dos outros.

E foi assim, devagarinho, que comecei a sentir que talvez o marketing me assentasse bem: um lugar onde podia juntar conhecimento técnico, estratégia, movimento e alguma criatividade.

Entre uma empresa outra e outra, passaram-se mais de 20 anos no marketing farmacêutico. E hoje, quando olho para trás, consigo ver melhor o fio invisível entre escolhas. O interesse pelas plantas e pelo bem-estar, que começou nas pessoas, acabou por se estender aos espaços. Juntaram-se a criatividade, a comunicação e o marketing — uma área essencial para dar identidade e vida a qualquer negócio. Talvez nada estivesse assim tão separado como parecia.

[ Uma sala que flui ]Continuando a revelar este projeto, a zona de estar surge como um espaço pensado para desacelerar.O...
25/05/2026

[ Uma sala que flui ]

Continuando a revelar este projeto, a zona de estar surge como um espaço pensado para desacelerar.

Os tons suaves e as texturas naturais criam uma atmosfera serena, enquanto o sofá acompanha os diferentes momentos da casa: ora voltado para a televisão e o convívio, ora abrindo-se para a zona de refeições, onde nasce um canto perfeito para ler ou simplesmente abrandar.

O verde da planta interrompe os neutros — quase como uma pincelada viva no meio da composição.

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