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Já discutiu com a sua mãe por causa de um tapete?O da casa de banho tem mais anos do que a maior parte de nós, foi da av...
04/09/2026

Já discutiu com a sua mãe por causa de um tapete?

O da casa de banho tem mais anos do que a maior parte de nós, foi da avó, e "nunca fez mal a ninguém". Até ao dia em que fez.

A boa notícia é que a discussão costuma ser escusada: na maioria dos casos não é preciso tirar o tapete. Uma fita antiderrapante por baixo resolve, ninguém a vê, e ninguém tem de abdicar de nada.

Um chão que não escorrega faz mais pela segurança de uma casa de banho do que qualquer conversa sobre riscos.

Se pudesse mudar uma coisa na casa dos seus pais amanhã, qual era?Pergunta a sério — respondam aqui em baixo.A resposta ...
02/09/2026

Se pudesse mudar uma coisa na casa dos seus pais amanhã, qual era?

Pergunta a sério — respondam aqui em baixo.

A resposta mais comum não é a casa de banho. É "o sofá", "a luz do corredor", "aquele degrau à entrada". São quase sempre coisas pequenas, e é por elas que se começa.

Começar pela divisão que a pessoa escolher, e não pela mais perigosa, é o que decide se a adaptação é aceite ou recusada.

Passou agosto em casa dos seus pais e viu coisas que durante o ano não se veem.A mão que procura a parede no corredor. O...
31/08/2026

Passou agosto em casa dos seus pais e viu coisas que durante o ano não se veem.

A mão que procura a parede no corredor. O tempo a levantar-se do sofá. O banho que passou a ser de dois em dois dias, sem explicação.

Setembro é o mês em que essa conversa se adia outra vez.

O que costuma falhar não é a coragem — é a forma como a conversa começa:
→ "Isto assim não pode ser" põe a pessoa na defensiva
→ "Já não tens idade para viver sozinha" é ouvido como ameaça de institucionalização
→ "Vamos pôr aqui umas barras" transforma a casa dela num assunto de outra pessoa

O que funciona é quase o contrário: perguntar em vez de anunciar, começar pela divisão que ela escolher, e falar de conforto em vez de risco.

designforall.pt/blog-a-conversa-com-os-pais

Passou agosto em casa dos seus pais e viu coisas que durante o ano não se veem.A mão que procura a parede no corredor. O...
31/08/2026

Passou agosto em casa dos seus pais e viu coisas que durante o ano não se veem.

A mão que procura a parede no corredor. O tempo a levantar-se do sofá. O banho que passou a ser de dois em dois dias, sem explicação.

Setembro é o mês em que essa conversa se adia outra vez.

O que costuma falhar não é a coragem — é a forma como a conversa começa:
→ "Isto assim não pode ser" põe a pessoa na defensiva
→ "Já não tens idade para viver sozinha" é ouvido como ameaça
→ "Vamos pôr aqui umas barras" transforma a casa dela num assunto de outra pessoa

O que funciona é quase o contrário: perguntar em vez de anunciar, começar pela divisão que ela escolher, e falar de conforto em vez de risco.

28/08/2026

Numa escada, os degraus que enganam são dois: o primeiro e o último.

Nos do meio o corpo entra em automático. É na transição que o pé procura um degrau que já não existe — ou não vê o que ainda falta.

O que se faz:
→ Contraste no focinho do primeiro e do último degrau
→ Luz nos dois topos, com interruptor em cada piso
→ Corrimão contínuo, a passar para lá do último degrau

Em 2023, 40.842 pessoas com mais de 65 anos foram à urgência em Portugal por causa de uma queda. Cerca de dois terços dessas quedas aconteceram em casa (sistema EVITA, INSA).

designforall.pt/blog-escada-sem-mudar-de-casa

A maior parte das quedas em escadas acontece no escuro — porque o interruptor estava do outro lado.Os degraus que engana...
28/08/2026

A maior parte das quedas em escadas acontece no escuro — porque o interruptor estava do outro lado.

Os degraus que enganam são dois: o primeiro e o último. Nos do meio o corpo entra em automático.

O que se faz, por ordem de eficácia:
→ Luz nos dois topos, com interruptor em cada piso
→ Contraste no focinho do primeiro e do último degrau. Uma fita ou uma tinta bastam
→ Corrimão contínuo, a passar para lá do último degrau
→ Focinho antiderrapante em madeira ou pedra polida

Em 2023, 40.842 pessoas com mais de 65 anos foram à urgência em Portugal por causa de uma queda. Cerca de dois terços aconteceram em casa (sistema EVITA, INSA).

Custa menos de 100 euros e faz-se numa tarde.

Os degraus que enganam numa escada são dois: o primeiro e o último.Nos do meio o corpo entra em automático. É na transiç...
26/08/2026

Os degraus que enganam numa escada são dois: o primeiro e o último.

Nos do meio o corpo entra em automático. É na transição que o pé procura um degrau que já não existe — ou não vê o que ainda falta.

O que se faz, por ordem de eficácia:
→ Contraste no focinho do primeiro e do último degrau. Uma fita ou uma tinta bastam
→ Luz nos dois topos, com interruptor em cada piso. A maior parte das quedas acontece no escuro, porque o interruptor estava do outro lado
→ Corrimão contínuo, a passar para lá do último degrau, para a mão saber onde acaba
→ Focinho antiderrapante, sobretudo em madeira ou pedra polida

Custa menos de 100 euros e faz-se numa tarde.

designforall.pt/blog-escada-sem-mudar-de-casa

Em 2023, 40.842 pessoas com mais de 65 anos foram à urgência em Portugal por causa de uma queda. Cerca de dois terços de...
24/08/2026

Em 2023, 40.842 pessoas com mais de 65 anos foram à urgência em Portugal por causa de uma queda. Cerca de dois terços dessas quedas aconteceram em casa (sistema EVITA, INSA).

Quando a escada começa a pesar, as duas respostas que as famílias costumam ouvir são igualmente más: "mude-se para um apartamento", que ninguém quer ouvir aos oitenta anos, ou "ponha um elevador", que custa entre 12 e 25 mil euros e leva meses.

Entre as duas há um caminho inteiro:
→ Luz nos dois topos, com interruptor em cada piso
→ Contraste no primeiro e no último degrau, os únicos que enganam
→ Corrimão dos dois lados, contínuo
→ Focinho antiderrapante em madeira ou pedra polida
→ E, quando faz sentido, trazer o essencial para o piso de baixo

Adaptar a casa reduz as quedas entre 21% e 39%, segundo a meta-análise dos ensaios feitos até hoje. O elevador continua a ser boa solução para alguns casos — só não precisa de ser a primeira.

designforall.pt/blog-escada-sem-mudar-de-casa

21/08/2026

Um toalheiro que aguenta 100 quilos. Um corrimão que parece rodapé. Um banco de teca igual aos de spa.

São três apoios a sério, com a norma cumprida: diâmetro certo, fixação em maciço, resistência testada. Nenhum deles se lê como equipamento clínico.

É esta a diferença entre um apoio que f**a na parede e um que acaba na arrecadação.

Materiais, alturas e o que pedir a quem instala: designforall.pt/blog-corrimaos-sem-estigma

A altura de um apoio não vem no catálogo. Mede-se na pessoa que o vai usar.É o erro mais comum que encontro em casas já ...
19/08/2026

A altura de um apoio não vem no catálogo. Mede-se na pessoa que o vai usar.

É o erro mais comum que encontro em casas já adaptadas: barras instaladas à altura padrão, que para aquela pessoa em concreto f**am altas de mais ou baixas de mais. Ficaram bonitas na parede e não servem.

Como faço a medição:

Peço à pessoa que fique de pé, relaxada, e meço a distância do chão ao pulso com o braço descaído. É esse o ponto de partida para um apoio de corredor.

No d***e, a barra vertical mede-se com a pessoa sentada no banco, no gesto de se levantar. Não de pé.

Junto à sanita, o que decide é o alcance do cotovelo, não a altura das ancas.

E há uma regra que vale para todas: o apoio tem de estar onde a mão vai instintivamente, não onde a planta diz que f**a bem.

Por isso é que não vendo kits. Cada casa leva medidas próprias, e demora dez minutos a tirá-las.

As restantes regras estão no artigo desta semana: designforall.pt

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