08/07/2026
Boa noite Meu Além,
O sol já deu lugar à lua e existem situações que não passam despercebidas a esta página e que queremos partilhar com todos o que sentimos neste pequeno cantinho virtual.
De há umas noites para cá que a aldeia voltou a acender-se. Não apenas com milhares de luzes suspensas no céu, mas com aquela luz invisível que nasce da esperança, da saudade e do reencontro. É que existem luzes que iluminam a noite e noites que iluminam a Alma.
Durante mais de dez anos, a Festa viveu apenas na memória de quem a conheceu. Ficou guardada nas conversas dos mais velhos, nas histórias contadas às novas gerações e no coração de todos os que nunca deixaram de acreditar que um dia ela voltaria.
E voltou.
As ruas parecem as mesmas, mas respiram de forma diferente. O vento traz consigo o cheiro da festa que se aproxima, os risos começam a ecoar entre as casas e cada passo faz renascer recordações que o tempo nunca conseguiu apagar.
Há uma magia difícil de explicar. Não está nas lâmpadas, nem nos enfeites. Está nos olhares que se cruzam, nos preparativos a que todos assistem, nas famílias que se juntam para viver o momento, nos amigos que se reencontram e na emoção silenciosa de voltar a sentir que este lugar é, e será sempre, casa.
Porque uma festa nunca é apenas uma festa. É a memória viva de um povo. É a identidade de uma aldeia. É a prova de que as tradições podem adormecer, mas nunca morrem enquanto houver alguém disposto a mantê-las acesas.
Esta noite, as luzes brilham sobre a aldeia. Mas há um brilho ainda maior: o que nasce dentro de cada um de nós ao perceber que algumas esperas valem a pena.
Depois de tantos anos, a festa regressou. E com ela regressou um pedaço da nossa história, da nossa identidade e da nossa alma.
Estas luzes não iluminam apenas as ruas, iluminam também o futuro, para que nunca mais se apague esta gana de fazer a aldeia mexer, aquilo que faz deste pedaço de terra um lugar do Além. Hoje escrevemos ainda com mais convicção:
Meu Além a grandeza de um pequeno lugar!
📸 Hugo Faustino