07/30/2026
Há projetos que desafiam o convencional desde a primeira decisão.
Neste apartamento, Myrna Porcaro assumiu a estrutura como parte da composição do espaço. A laje nervurada foi mantida completamente exposta, as tubulações cruzam teto e paredes de forma ordenada e os tijolos das paredes receberam apenas pintura. Um conceito desconstrutivista que dialoga com o ritmo de vida contemporâneo sem abrir mão da sofisticação.
A forma elíptica da construção, emoldurada por amplas janelas com vista suntuosa da cidade, foi o ponto de partida para um projeto recheado de detalhes inusitados. Entre eles, um elevador para automóveis que integra hall e garagem de modo prático e inteligente.
A riqueza veio da paleta de cores, dos tapetes patchwork iranianos, das obras de arte, dos painéis de marcenaria e de uma iluminação incansavelmente estudada, planejada em trilhos e alimentada por eletrocalha suspensa à laje.
Cimento Portland, tijolos, ônix, folha de cobre e espelhos. Materiais inéditos em perfeita harmonia, provando que o desconstrutivismo e a elegância podem, e devem, coexistir.
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Some projects challenge convention from the very first decision.
In this apartment, Myrna Porcaro embraced the structure as part of the spatial composition. The ribbed slab was left fully exposed, piping runs across ceiling and walls in an orderly pattern, and the brick walls were simply painted. A deconstructivist concept that speaks to the rhythm of contemporary life without sacrificing sophistication.
The building's elliptical form, framed by expansive windows with a sweeping view of the city, was the starting point for a project full of unexpected details. Among them, a car elevator that connects the entrance hall and garage with practical, clever ease.
The richness came from the colour palette, Iranian patchwork rugs, works of art, joinery panels, and a lighting scheme studied down to the last detail, laid out on tracks and fed by cable trays suspended from the slab.
Portland cement, brick, onyx, copper leaf and mirrors. Unexpected materials in perfect harmony, proving that deconstructivism and elegance can — and should — coexist.